sexta-feira, 29 de maio de 2015

Retomando o controle da própria vida



Lugar ruim o fundo do poço, este velho conhecido de muita gente! Aliás, melhor dizer que o poço não tem fundo, pois sempre dá para piorar. Muito interessante é que mesmo estando mal, como criadores acomodados que somos ainda conseguimos manifestar zonas de conforto. E assim vamos ficando, sofrendo, adoecendo e deixando nossos sonhos de lado, até que em um determinado momento de muita raiva, ganhamos forças para sair deste poço de uma vez por todas.

Todo este caminho por pura opção, precisamos chegar mesmo no limite de distanciamento de nossa própria essência para nos darmos conta de que algo só pode estar errado. E este algo somos nós mesmos. Estávamos esse tempo todo mirando fora, quando o que queremos sempre esteve dentro. Existe um trabalho fantástico para fazermos dentro de nós e muitas das coisas que buscamos fora não são nada mais que distrações, alívios momentâneos que não nos ajudam em nada a atingir nosso propósito maior de brilhar em toda a nossa potencialidade.

A ilusão da limitação e da falta de poder acaba prendendo todos na zona negativa do chakra básico. Dessa forma, as distrações são extremamente sedutoras, pois nos levam aos prazeres efêmeros do chakra sexual, as únicas frequências possíveis de serem atingidas pela consciência limitada e depressiva naquele momento. Porém, assim como um orgasmo, logo a satisfação ilusória passa, mas o sofrimento da alma aprisionada continua ali nos esperando.

É assim que a maioria das pessoas vivem hoje, principalmente nas cidades grandes, com baixíssima qualidade de vida e prazeres compráveis que se obsoletam tão rápido quanto surgem, perpetuando assim o mercado da depressão e do confinamento. Trabalhamos estressadamente para pagar contas e sustentar poucos momentos de distração. Quanto mais cara a distração maior a sensação de prazer, uma falsificação fútil e ilusória da verdadeira alegria, que vem do Espirito. Por pura opção e acreditando que a alegria vem de fora, criamos algo externo a que chamamos de “sistema”, que fugiu ao nosso controle e passou a nos controlar, de onde acreditamos não haver saída.

Existe então, mais do que nunca, uma urgência para despertarmos, para retomarmos o controle de nossas vidas e sairmos de uma vez por todas desta zona de conforto estagnada e ao mesmo tempo cíclica que se tornou o nosso dia a dia. E nunca existiu melhor momento para despertar do que agora.

O primeiro passo neste caminho é, ao invés de continuarmos olhando para tudo o que não gostamos e que nos falta, buscarmos enxergar as bênçãos que já temos. E se estão lendo isso é porque tem cadeira, computador, internet, sabem ler, tem acesso a leituras edificantes e são guiados intuitivamente para a ajuda que procuram. Já manifestam muita riqueza e coisas positivas, isso é mais do que muita gente tem e é suficiente para iniciarmos a jornada de volta à Luz já com muitos passos de vantagem.

O segundo passo é tomar firmemente uma decisão neste sentido. Podemos então deixar as desculpas de lado e nos engajar de coração no projeto de reestruturar-nos e reconectar-nos com nossa própria sabedoria, amor e poder. Esta simples mas firme decisão já nos coloca em uma posição de poder em relação ao estado letárgico anterior. Não há nada mais útil e importante do que isso na Terra neste momento, esse é o propósito de nossa existência aqui neste agora. O resto é distração e fuga, ilusões que nos mantém na inconsciência.

A vida nesta dimensão é uma experiência dinâmica (existe o tempo) onde experimentamos e aprendemos sobre nossas capacidades. Existe um universo de frequências, emoções e pensamentos e nós atuamos como sintonizadores de rádio que captam estas frequências. Somos neutros, puros, cristalinos e temos a habilidade de sintonizar nestas frequências e manifestá-las na matéria. Trilhões de milagres por segundo, algo mágico, mas imperceptível dentro da cegueira de nossos personagens.

Por estarmos a tanto tempo nesta experiência, perdemos a consciência de quem verdadeiramente somos (consciências sintonizadoras e criadoras), mas estamos no caminho de reencontrá-la. Por estarmos inconscientes, acreditamos e afirmamos que a soma das emoções e pensamentos que sintonizamos é o que somos e dessa forma criamos nossa identidade. “Eu sou isso, a vida é aquilo”. Fazemos um monte de julgamentos baseados em crenças ilusórias e arrumamos histórias e desculpas para tudo o que sentimos, para tudo o que acreditamos que somos.

Mas na verdade continuamos neutros, puros e cristalinos, apenas iludidos e sintonizando em algo que não nos agrada. E não é o esforço físico que nos traz o que queremos, mas o alinhamento vibratório. Aliás, quanto maior o esforço, maior a resistência. Então tudo o que temos a fazer é escolher frequências mais elevadas. E elas já estão aí, disponíveis para nós.

No caminho de volta ao controle de si mesmo, ainda que no começo algumas situações pareçam nos puxar para o velho padrão vibratório, estejamos atentos, o melhor a fazer é agradecer pela utilidade que aquela sensação teve no passado e afirmar que agora preferimos nos sentir diferentes (lembrem-se de que para o universo não existe bom ou ruim, melhor ou pior, tudo são apenas frequências, somos livres para escolher). Fizemos muitos julgamentos e rotulações por muito tempo, demos muito poder ao que está fora. Há então um trabalho de não alimentar mais estas crenças, de perceber a neutralidade das coisas e conscientemente interpretarmos tudo positivamente, trazendo de volta nosso poder para dentro.

Podemos dizer que é difícil pois temos muitas histórias registradas dentro da gente, mas tudo não passa de ideias e pensamentos, podem ser mudados. Podemos achar que devemos algo às pessoas, que estamos presos em nossas histórias, só que somos livres e poderosos, apesar fazermos muito pouco uso desta força e livre-arbítrio. Podemos até sentir que continuamos mal por causa de tudo o que fizemos ou que aconteceu com a gente... que não somos merecedores, que devemos pagar pelos pecados ou que não temos as condições necessárias para estarmos melhores... e... vamos parar por aí!

Nada aconteceu com a gente, nós simplesmente vivenciamos as frequências que escolhemos sintonizar, desde o princípio. Então agora vamos escolher outras frequências... Simples!

Não existe karma, reação ou pecado. Só existe a manifestação extremamente fiel ao que vibramos no momento que a observamos. Qualquer história, crença, “verdade” científica ou religiosa que justifique as manifestações é apenas uma ideia, uma forma que o ego encontrou para tentar explicar a situação através de mecanismos da própria matéria, sem ceder o controle ao coração, ao Espírito, sem dar atenção a realidade vibratória que somos. Mas é só analisar um pouquinho nossa vida para perceber como a realização fora de si é impossível. A crença que um dia vamos evoluir para uma sociedade perfeita baseada em valores morais “pensados” é outra ilusão confinante e limitadora. A realidade mental é dual, havendo uma moral humana julgadora sempre haverá o bom e o ruim. A sociedade perfeita só poderá existir então a partir do coração e do Espírito, que já são perfeitos em sua própria individualidade e autenticidade, além de livres de julgamentos.

Nunca fomos vítimas de nada, fomos e somos os criadores ativos de nossa realidade. A vida não acontece, a vida é escolhida. O passado é apenas uma ideia pensada no momento presente. E nesta fase de nos reerguermos a escolha de como queremos nos sentir deve ser feita a cada momento. Se as coisas ainda parecem nos puxar para baixo, é porque nosso “normal” ainda está mirando para baixo. Então é crucial esta postura de falar consigo mesmo que não se deixará na mão e de se negar a aceitar pensamentos ruins e emoções negativas. Temos que ser nosso melhor amigo, nosso próprio anjo da guarda. Na mesma hora que percebermos que estamos analisando algo negativamente ou baixando a vibração temos que parar ali mesmo e escolher deliberadamente como queremos nos sentir. As coisas são como acreditamos que elas são. Vivenciamos aquilo que damos atenção, é assim que o universo trabalha.

E assim vamos ascendendo na escala emocional. De pouquinho em pouquinho passamos da depressão para a esperança, da esperança para a raiva, da raiva, para a dúvida, da dúvida para o otimismo, do otimismo para o entusiasmo e do entusiasmo para a alegria. Sempre atentos para não escorregar e sempre prontos para agir em nosso favor, não deixando a vibração cair.

É o aprendizado mais difícil, mas que nos renderá sucessivas vitórias em todos os aspectos de nossa vida. Dessa forma cada um aprenderá que pode contar consigo mesmo e que tem uma força hercúlea guardada dentro de sí. Nada nos puxará para baixo novamente e logo esta mudança interna positiva se refletirá em nossa realidade.

Rodrigo Durante







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