domingo, 9 de fevereiro de 2014

Mediunidade segundo MITCH HAM ELL




“A mediunidade é a capacidade inerente a todo o homem de interagir com o plano espiritual estando encarnado no plano físico terrestre.”

Interagir vendo, escutando, etc., experimentando com os sentidos o plano espiritual e interagindo com seus habitantes, em simultâneo com a experimentação sensitiva do plano físico e a interação com os habitantes do mesmo.

Se a mediunidade é inerente a todo o homem, qualquer um a pode desenvolver, lembrando sempre que essa experimentação sensitiva deve ser concreta e objetiva, tal como nossa experiência sensitiva do plano físico; embora no inicio a experimentação sensitiva mediúnica possa ser apenas parcial, ainda assim ela deve ocorrer, não adiantando o “parece que estão me falando algo”, “parece que estou incorporando alguém”, ou outras coisas do gênero que tem por aí, e que acabam introduzindo o ser humano em uma farsa.

Lembrando ainda que essa experimentação sensitiva muitas vezes é manipulada inconscientemente pela mente do médium, como no caso da intervenção deste em canalizações dos mestres ascensionados, tal como pode ocorrer na psicografia, onde a ação escritora da entidade pode ser manipulada pela mente do médium; bom, até na clarividência pode ocorrer manipulação da mediunidade, quando o médium é iludido por seus elementais (mais abaixo explico mais sobre isso), então, é preciso muito discernimento e consciência de que a manipulação inconsciente da mediunidade pode ocorrer, o que fará o médium ficar atento e vigilante, mente limpa e aberta, coração puro, e sintonia com a Luz, são o que fazem uma mediunidade ser limpa, pura e translúcida, transmitindo perfeitamente as mensagens da Espiritualidade.


Vejam um exemplo de como existe falsidade na mediunidade terrestre vendo a resposta dos mentores sobre incorporação (e isso se aplica à clarividência também, canalização, etc.): eles responderam que, efetivamente, mais de 99% das incorporações é falsa, e que no 1% de incorporações verdadeiras, 99% delas possuem intervenção inconsciente dos médiuns durante o processo.


Desenvolvimento da mediunidade


Por quê desenvolver? Porque isso auxiliará o ser humano em sua ação como Ajudante Invisível (que médico opera sem ver o que está operando?), ele poderá estudar na prática os níveis em que atua, não apenas na teoria, e também auxiliará o ser humano em sua Pesquisa da Verdade, pois lhe permitirá um contato direto com a Hierarquia.


Quais as condições necessárias para desenvolvermos uma mediunidade equilibrada e de Luz?

"Para vocês desenvolverem uma mediunidade equilibrada vocês devem antes demais perderem o interesse nela, pois só quando a deixarem de ter como meta e se focarem no Amor poderão receber a capacidade de se comunicarem com o plano espiritual, pois estarão vibrando na mesma sintonia das entidades que nele vivem."


• Quais os sintomas de uma mediunidade aflorando?

"Eles são as visões momentâneas de acontecimentos futuros, o surgimento de vultos que se movem rapidamente, as visões eventuais de campos áuricos, dor de cabeça constante e zumbido nos ouvidos, e, associado a isso tudo, dor forte nas pernas, principalmente nos joelhos."


• Como deve o ser humano lidar com isso e onde deve buscar ajuda?

"O ser humano não deve se amedrontar e deve observar tudo como uma benção; preferencialmente, ele deve se encaminhar até um centro espírita confiável e buscar leituras espíritas sobre o assunto; após esse primeiro contato e desenvolvimento, ele poderá, então, seguir o caminho que bem desejar, desde que voltado para o bem e para a prática da mediunidade."


(esta última resposta se aplica também aqueles que não possuem uma mediunidade aflorando mas desejam desenvolver a mediunidade mesmo assim)


Tipos de Mediunidade

Mediunidade Psicográfica - nesta mediunidade, a mão do médium serve como instrumento para a entidade comunicante, existindo nela dois tipos: o primeiro, e mais comum, consiste apenas em uma manipulação do Duplo- Etérico na região da mão do médium por parte da entidade, ou seja, ela limita-se, ou com a força do pensamento ou com a força física, a manusear a mão do médium para com ela escrever o que pretende; essa forma, embora mais comum, é mais complicada, porque a capacidade de manuseamento depende da abertura do Duplo- Etérico do médium, ou seja, de sua pureza e conduta, mas, caso seja consideravelmente boa, é um meio que pode ser usado com relativa facilidade, sendo comum em espíritos recém-chegados aos planos espirituais, que não dominam ainda os centros nervosos humanos, e portanto não poderiam escrever a partir daí.

A segunda forma ocorre a partir dos centros nervosos, que pode ser o conjunto de nervos do braço e ombro, mas mais frequentemente é utilizado o cérebro ou a medula espinal, por serem os centros de comando operacional do restante organismo. A entidade comunicante penetra o Duplo- Etérico do médium com seu corpo espiritual e, com o poder do pensamento, manipula os centros nervosos, comandando, assim, a mão do médium à escrita, como se ela mesmo estivesse escrevendo. É o melhor meio, mas exige conhecimento, porque, não sendo o corpo da entidade, ela não possui conexão mental com as células constituintes, não podendo gerar movimentos segundo sua vontade, excetuando se utilizar os canais e meridianos energéticos do médium.


Mediunidade Incorporativa - nesta mediunidade a entidade literalmente ocupa as funções orgânicas, em maior ou menor quantidade, do médium, sem, no entanto, penetrar seu organismo ou seus corpos espirituais; na verdade, espíritos mais evoluídos, como os Caboclos e Pretos Velhos, sequer se aproximam muito, podendo incorporar estando presentes, inclusive, em outros planos, liberando para o médium apenas um desdobramento de seus corpos mentais (inferiores), que vão se acoplar ao mental do médium, e, desse modo, comandar as funções físicas do instrumento mediúnico. Em espíritos ainda não tão experientes, a incorporação necessita ocorrer de mais perto, no entanto, sem interpenetração de corpos, ocorrendo apenas um acoplamento, que pode ser ao nível dos centros nervosos de comando ou ao nível dos chakras, onde a entidade comandará energias especificas e centros específicos do médium.

Em mediunidade semi-consciente, o médium limita-se a ser um porta voz da entidade, não tendo suas funções tomadas temporariamente por ela, o chakra laríngeo não está sobre o comando dela, e, embora pareça ao médium que a entidade está falando, é na verdade ele, mas, como é a entidade que emite os pensamentos, o cérebro não os consegue registrar no arquivo, sendo eles logo emitidos, e, portanto, não classificáveis como seus;


Mediunidade Ouvinte (Canalizadora) - nesta mediunidade, normalmente associada à mediunidade clarividente, o médium possui a faculdade de escutar os sons dos planos espirituais, com maior ou menor definição, dependendo do seu nível frequencial, que afeta o ouvido espiritual, diminuindo sua capacidade auditiva ou amplificando-a, dependendo isso do nível de vibração que o médium emite (a canalização de seres ascensionados é um pouco diferente, veja: “Canalização”).

Mediunidade Telepática - (também instrumento para a canalização de mensagens dos seres espirituais) - nesta mediunidade, consideravelmente rara, o médium é capaz de se comunicar através do pensamento com outros homens ou seres espirituais; para tal, a vibração do médium necessita ser considerável, e ele deve conseguir manipular seu corpo mental (inferior) de forma já bastante considerável, para poder, através dele, emitir pensamentos e projetá-los na mente de outra pessoa. Isso é comum em entidades, que frequentemente recorrem a esse recurso para comunicação;

Mediunidade de Materialização - (não relacionada com a materialização falada em "Materialização/ Desmaterialização") - essa mediunidade exige uma aura bastante expandida, com canais protoplasmáticos largos, que permitam um grande fluxo do protoplasma (um componente do ectoplasma), pois, como ele necessita ser exteriorizado, é necessário um grande fluxo, para que o sistema físico e espiritual do médium não sofra com sua ausência.

O médium exterioriza, sobre sua força mental ou de outros, seu próprio protoplasma, que, ao entrar em contato com a atmosfera, assume forma plástica e gelatinosa, endurecendo com o tempo, normalmente no espaço de minutos. A substância é emitida pelos canais que conectam o exterior com o interior no homem, portanto, ouvidos, nariz e boca, podendo, eventualmente, através de médiuns muito experientes, ser emitido através dos chakras, o que é, no entanto, raro. Essas formas moldáveis funcionam como um corpo físico com canais protoplasmáticos, podendo a entidade a eles acoplar-se, como em uma encarnação;

Mediunidade Clarividente - nesta mediunidade, o médium possui a capacidade de vislumbrar vários planos em simultâneo, ou, então, em casos mais raros, vislumbrar cada plano independentemente do outro. Esse ultimo caso é mais raro, e frequentemente ocorre em simultâneo com o primeiro;

Mediunidade Projetiva - nesta mediunidade, o médium possui a capacidade de abandonar conscientemente o corpo físico, e permanecer, por tempo indeterminado, nos planos espirituais. O médium pode controlar diversos corpos, e então, desse modo, projetar-se em diversos planos em simultâneo, o que é, no entanto, raro e incomum;

Mediunidade Sensitiva - normalmente todo o médium possui esta faculdade; é a capacidade de receber as impressões emitidas pelo campo áurico (em relação a algo ou alguém).

Estas são as faculdades mediúnicas que normalmente encontramos na Terra, sendo frequente que um médium possua 2 ou mais faculdades, por elas serem, como já dissemos, uma faculdade única do homem.



A Mediunidade e a criação de elementais

Se faz essencial alertar que quando o ser se transforma em médium, ele passa a interagir não apenas com os planos espirituais mas também com seu plano espiritual interno, seus elementais, e isso pode gerar confusões se não for bem compreendido.



Por exemplo, o desejo intenso de ver um mestre ascensionado, por exemplo El Morya, pode fazer com que um clarividente projete um elemental deste, e por ser clarividente, o veja. Naturalmente, se for pouco esclarecido, dirá ter sido contatado por El Morya, mas nada mais viu que a manifestação de seu elemental, de seu desejo, e o mesmo pode se aplicar em relação a sons, sensações, etc. recebidas através da mediunidade; então é preciso tomar cuidado.

Mas, como discernir entre realidade e as ilusões elementais criadas pelo médium ou por outros?


Usando o coração, sentindo, através da mediunidade sensitiva, se o que estamos vendo é real ou não, e no caso de um ser, caso seja necessário ou adequado sabermos se é real ou não, devemos contatar mentalmente ele, porque jamais um elemental poderá nos responder através do pensamento; além disso, um elemental não possui um diálogo, apenas pode falar uma ou outra frase como um robô, mas vejam bem como realmente acabamos muitas vezes vendo coisas que realmente não existem, que não são reais, mas que possuem certa objetividade na forma de elementais. Então realmente o médium muitas vezes pode se equivocar; caso não tenha discernimento nem conheça essa possibilidade de ser enganado pelos elementais, ele pode ver coisas, escutar coisas, sentir coisas, totalmente irreais, mas que estão plasmadas na forma de elementais, que apenas ele, ou pessoas sintonizadas na mesma vibração, podem experimentar com os sentidos espirituais, mas que estão lá realmente, embora não constituam parte do plano espiritual real.

Fica o alerta: muito discernimento com a mediunidade; a mente humana é poderosa e cria muita coisa facilmente confundida com a realidade espiritual exterior.

Exercer a mediunidade sem expectativas para ela além da possibilidade de ajudar é o indicado, pois elimina os desejos; logo, elimina a causa dos elementais, que podem poluir o ambiente espiritual exterior, dificultando, assim, a ação do médium como Ajudante Invisível.

Como falei em "Mediunidade", o médium frequentemente pode acabar escutando, vendo, sentindo os elementais criados por seus desejos ao invés do plano espiritual real, poderiam me dar uma percentagem da ocorrência desse tipo de situação em manifestações mediúnicas e outra de quantos médiuns realmente vivem quase só exclusivamente contemplando o plano astral interno, o mundo de seus elementais?

"- Claro; 1 em cada 10 manifestações mediúnicas é constituída exclusivamente por elementais, do médium ou de outras pessoas, criadas pelos desejos humanos, desejos de ver determinado ser, de receber uma mensagem espiritual, etc., no entanto, das 9 restantes, 7 possuem grande quantidade de elementais negativos inseridos na visão ou sensação real, e só as 2 restantes são visões ou sensações totalmente reais do plano espiritual real.


Cerca de 78% dos médiuns passam todo o tempo vendo e sentindo exclusivamente o plano astral interno de seus elementais; ainda assim, eles possuem muito menos momentos mediúnicos do que os médiuns que veem e sentem o plano espiritual tal como é, ou pelo menos veem e sentem parcialmente o plano espiritual real, o que explica que apenas 1 em cada 10 visões ou sensações mediúnicas seja exclusivamente formada por elementais de desejos; mesmo a maioria dos médiuns sendo apenas sensitivos e captadores do plano interno dos desejos."


NOTA: Os direitos autorais desta mensagem pertencem ao Espaço Espiritual Mitch Ham Ell


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Para pedir permissão, escreva para mitchhamell@mitchhamell.com.br



Fonte:
http://www.espiritualismo.info/







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