domingo, 5 de janeiro de 2014

Simbologia e Mitologia dos Planetas - Parte I



O Sol é o poder de integração de si mesmo, é a totalidade do ser. É o princípio da individualização e da vitalidade. A expressão mais íntima do eu.

Representa o ego e a individualidade, o impulso criativo, o futuro, e o que o indivíduo está buscando ser. Ele simboliza a verdade e a integridade.

Seu símbolo é um circulo com um ponto no centro.

O círculo indica a totalidade, o espírito divino. O ponto significa a semente da manifestação individual do espírito humano.

A consciência dentro da esfera do Inconsciente Coletivo.


O Sol foi personificado como a Força Criadora da Natureza que tudo penetra. O princípio masculino de Paternidade (Deus) e de Autoridade.

Ele está associado com a capacidade de engendrar.

Na mitologia grega, Hélios filho de Hipérion e Téia foi afogado no rio Erídano pelos Titãs. Téia caiu adormecida e cansada ao buscar o corpo de seu filho ao longo do rio. Ela viu Hélios em seus sonhos, que lhe disse que não se afligisse por sua morte, pois ele fora admitido no círculo dos deuses, e que até então se chamava no céu “fogo sagrado”, passaria a se chamar Hélios, ou O Sol.

Ele é, portanto, o deus solar da mitologia grega. Sua esposa divina é Perseis, filha dos titãs Oceano e Tétis. Perseis lhe deu vários filhos: Circe, a maga; Eetes, rei de Cólquida; Pasifae, esposa de Minos; e um filho, Perses, que destronou seu irmão, Eetes, e foi morto por sua sobrinha Medéia. Apaixonado por Rodes, secou a ilha que depois levou seu nome, sendo Hélios quem a deu para honrar a sua amante. Como consequência dessa história, a ilha foi consagrada ao Sol, e seus habitantes, que se diziam os descendentes dos Helíades, se dedicaram com maior esmero à cidade de Helos na Lacônia.

No mito grego, Hélios (O Sol) conduz pelos céus todos os dias seu carro de quatro cavalos.

Em uma manhã, cede aos insistentes pedidos de seu filho Faeton de conduzir o carro, porém o jovem não consegue controlar os cavalos.

A princípio ele cavalga fora do curso normal, porém o jovem não consegue controlar os animais e acaba por aproximar-se muito dos campos, queimando-os. Zeus irritado com tanta desordem o mata com um raio.

Na Mesopotâmia, o velho rei morria no solstício de inverno e um jovem ocupava seu lugar durante um dia.

Ao final desse dia ele era sacrificado. Na Grécia, acontecia um ritual muito parecido, que era de arrastar um jovem em uma carruagem solar com cavalos desbocados. Logo, surgia o velho rei, que representava o Sol, de seu esconderijo para renovar sua ronda anual.

No Egito, o Sol foi chamado de Aten por seu formato de esfera. Ele era considerado o deus criador do universo pelo faraó Akenathon em seu esforço de estabelecer uma religião monoteísta.

O Sol nascente recebia o nome de Khefri e era representado por um escaravelho que o empurrava acima do horizonte. O hieróglifo do escaravelho evoluiu até converte-se no signo de Câncer, que está associado ao solstício de verão.

O Sol era personificado por Deus. Ele era representado como sendo um escaravelho de forma humana rolando um ovo, que tem sobre a cabeça um escaravelho. Khefri é o Sol atenuado, o Sol da manhã, e ao entardecer ou enquanto atravessa o mundo dos mortos, brilha no mundo inferior.

Quando ele é representado por um escaravelho de dois ovos, um na frente e outro atrás, simboliza o amanhecer e o entardecer. Quando chegava ao zênite, Rá, máxima divindade egípcia, emergia do Oceano Primordial e assumia o seu nome de Rá, tornando-se único Deus criador dos deuses sem auxílio de outra entidade.

Esse Deus reinou durante muitos anos sobre o Egito, porém, desiludido com seu reino mítico terrestre e desgostado pela traição daqueles que haviam se beneficiado de sua sabedoria, Rá decidiu abandonar a terra e subir aos céus para castigar a raça humana. Para sua viagem celeste ele usou uma barca diurna, Mantz, e outra noturna, Mashkhet, sobre a qual recorria às regiões infernais.

Dos céus ele enviou à terra seu Olho divino que, tomando a aparência da deusa Hathor, a de aspecto leonino, exterminou grande parte da humanidade.

O Sol poente era Atón. No principio, ele era um Deus da fertilidade que guardava a vida e simbolizava o sol do entardecer.

Algumas versões contam que ele nasceu de si mesmo do abismo primigênio, sem a ajuda do elemento feminino.

Ele foi esposo de Mut e pai do deus Khonsu.

Os três tinham seu templo principal na cidade de Tebas, o que hoje é conhecido como os templos de Karnak.

Ele era representado como um homem de pele azul com uma espécie de morteiro com plumas bem grandes sobre a cabeça. Seu animal no princípio era a pata, mas logo passou a ser o cordeiro, sendo representado pela forma desse animal, ou com sua cabeça e chifres curvos.

Havia também Hórus, o deus com cabeça de falcão, rei dos céus, vencedor da luz contra as trevas.

Ele era filho de Rá, esposo de Hathor, e irmão de Seth.

Ele possui dois rostos: ora é Haroeris, O Grande, ora é Harpócrato.

Ele é rei dos espaços aéreos. Seus dois olhos são o sol e a lua.

Ele guarda o cumprimento das leis. Mais tarde se torna filho de Ísis e Osíris.

Osíris é assassinado por seu irmão Seth, tomando assim o poder para si. Ísis, então, consegue fecundar-se por Osíris, mesmo ele estando morto. Nasce Hórus, e ele jura recuperar a herança de seu pai e perseguir seu assassino. O combate é duro, Hórus perde um olho, a lua, que depois Tot vai restituí-lo, porém ele consegue castrar seu inimigo. Hórus representa a luz e Seth as trevas.

Hórus mais tarde foi identificado pelos gregos com seu deus Sol, Apolo, filho de Zeus e Leto.

Seu nome no céu era Febo, por conduzir a carruagem do Sol.

Ele era a personificação do Sol e inimigo dos crimes e da escuridão. Conta a lenda que ele nasce na ilha de Delos, onde estavam todos os deuses menos Hera, que teve ciúmes de seu nascimento.

Ele ousou desafiar a Eros (Cupido) e suas flechas. O filho de Vênus sacou de sua aljava duas flechas, uma com ponta de ouro que estava infundida de amor, e a outra com ponta de chumbo que inspirava ódio e desdém.

O Cupido disparou a primeira contra Apolo e a segunda contra Dafne, filha do rei Peneu. Imediatamente, o deus sentiu uma violenta paixão pela formosa ninfa que fugiu rapidamente e se escondeu de seus olhares.

Quando ele a perseguia para fazê-la sua, o rei Peneu a transformou em Loureiro. Apolo adotou está arvore como símbolo, sendo a coroa de louros a recompensa dos poetas, dos artistas e dos guerreiros.

Apolo sofreu a morte de seu filho Esculápio, médico a quem Júpiter aniquilou com seus raios por haver ressuscitado Hipólito, filho de Teseu.

Como vingança Apolo matou os Ciclopes que forjavam os raios de Júpiter, e seu castigo foi o banimento dos céus, sendo condenado a vagar sobre a terra como um errante.

Ele virou assalariado de Laomedonte e quando buscou asilo junto a Admeto, rei de Tessália, foi o guardião de seus rebanhos. Jacinto, filho de Amiclas, era amigo de Apolo.

Ele o ensinou a manejar o arco e a tocar o alaúde. Zéfiro sentia especial estima pelo jovem Jacinto, porém sem ser correspondido. Zéfiro, com ciúmes de Apolo, ao jogar o disco com o Jacinto, desviou-o contra a têmpora dele, matando-o. Apolo o transformou em uma flor que leva seu nome.

Depois de um longo desterro, Apolo foi novamente chamado ao Olimpo e Júpiter lhe restituiu seu cargo. Apolo é o deus o qual os poetas lhe atribuíram as maiores maravilhas.

Era o Deus da medicina, da poesia e da música, o protetor dos campos e dos pastores, e irmão de Ártemisa (Diana). Ele também é o pai de Orfeu, e é o único Deus ao qual o amor entre homens é atribuído.

Ele estabeleceu o famoso oráculo em Delfos. Matou com sua flecha a serpente Píton, monstro criado do barro proveniente do dilúvio de Deucalião, e com sua pele revestiu o trípode sob o qual se sentava a sacerdotisa que pronunciava oráculos, conhecida como pitonisa.

A cada ano, no começo do outono, ele se retirava ao misterioso país dos hiperbóreos.

Apolo fez germinar os frutos da terra e exterminou os ratos e os gafanhotos. Foi adivinho e músico, tinha por companheiras as Musas, filhas de Mnemosina, que eram nove, cada qual com seus dotes.

Como deus das artes, Apolo era representado como um jovem com uma lira nas mãos, segurando na frente uma coroa de louros. Como deus da luz, ele é representado coroado de raios, percorrendo os céus montado em um carro puxado por quatro cavalos brancos. Como Deus vingador, feria de morte os homens com suas flechas, mas também os livrava das doenças e das pragas.

Também vale a pena destacar o culto de Mitra, importado de Roma, originário na Pérsia. Mitra era o Deus touro, ligado a constelação de Touro.

Costumava-se representá-lo em um banquete com o Sol, e também como o Deus solar que matou o touro sagrado que, ao derramar seu sangue sob a terra, fez surgir todas as plantas e os animais. Ele era conhecido também como Sol Invictus: o Sol Invencível. Mitra era a divindade persa da luz e da cordura, reconhecida como a verdade que governa o mundo. Ele é o responsável de prover proteção mediante um ataque.

Mitra está associado ao fogo e ao sol, protege os fiéis e castiga os infiéis. A figura de Mitra o mostra usando um gorro frígio e sacrificando um touro com uma lança, em um carro puxado por quatro cavalos brancos. Mitra é o detentor da verdade e possui uma maça para combater o mal.

Para os Caldeus, o Sol (Shamash) simbolizava o poder para reger a justiça. Ele é um Deus de origem acádio, chamado de Utu pelos sumérios. Shamash era o filho de Sin. Shamash como deidade solar exercia o poder da luz sob a escuridão e o mal.

Por essa razão, ficou conhecido como o Deus da justiça e da igualdade. Foi juiz tanto para homens como para deuses (segundo a lenda o rei babilônico Hamurabi recebeu seu código de leis do Deus Shamash).

Quando a noite cai, Shamash passa a ser o juiz do mundo subterrâneo.

Shamash não era somente o deus da justiça, mas também o governador de todo o universo.

Ele era representado sentado em um trono, segurando em suas mãos os símbolos da justiça e do correto, um báculo e um anel. O punhal também era associado ao Deus Shamash.

Esse deus é costumeiramente representado por um disco que simboliza o sol. Como deus solar, Shamash foi o heróico conquistador da noite e da morte que percorreu os céus em seu cavalo, ou em outras representações o fez em uma barca ou em um carro.
Ele outorgou a vida e a luz. A consorte de Shamash era Aya, que depois foi substituída por Ishtar.

Na mitologia asteca, ele era representado com a imagem de Huitzilopochtli usando um capacete com a forma de pássaro.

Em uma de suas mãos ele segura uma serpente e na outra uma blindagem com cinco ornamentos de pluma.

Foi ele quem tirou os astecas do mítico Aztlan, situado no meio de um lago, para levá-los em peregrinação durante mais de 200 anos em busca da terra prometida, que era outra ilhota. Huitzilopochtli poderia ser traduzido como “beija-flor canhoto”. Sua relação com o lado esquerdo origina-se de que ele se encontra localizado ao sul do cosmos, é o guerreiro do sul.

Essa direção é o esquerdo do mundo, já que o caminho do Sol, do oriente ao poente o coloca nessa posição.

Como o Deus da guerra, ele era adorado pelos astecas. A guerra era uma maneira de conseguir escravos para serem ofertados como sacrifício ao sol, para que o sangue do sacrificado, assim como seu coração, alimentasse os astros e esse não deixasse de caminhar no firmamento, que, se acaso ocorresse, indicaria o inevitável, o fim do mundo.

Os fenícios chamaram o Sol de Baal. O adoravam sob a forma de uma pedra negra.

Sua representação era sempre o mostrando armado, empunhando uma lança e atrás da cabeça uma coroa com raios. Ele era considerado uma divindade celestial: sua voz era o trono, seus dardos os relâmpagos e os lugares de seu culto eram elevados a fim de que estivessem próximos ao céu.

Ele tinha uma companheira chamada Baalath.

Os cristãos escolheram a data de 25 de Dezembro para a celebração de seu próprio rei invencível. Entre as tribos dos Estados Unidos o Oshatsh, o sol físico, apesar de seu brilho que cega, é considerado um escudo que protege a humanidade da luz do Grande Espírito.

A LUA: A Lua está intimamente conectada às emoções, aos afetos e aos desejos. Ela influi sobre as emoções, sendo a mediadora entre o passado e o presente. A Lua expressa flutuação, ritmos, e respostas instintivas. Ela tem a ação de assimilação e de reflexos.

Um semicírculo ou um círculo incompleto significa a mente o espírito humano em evolução.

Os chifres dão a ideia de dualidade, o consciente e o inconsciente.

As emoções regidas pela lua sobem e baixam de acordo com as circunstancias, dando lugar a sensações de prazer e de dor, à diversidade desconcertante e à evasão.

No Egito, o Deus Lua, Tot, era representado às vezes com uma cabeça de cachorro, às vezes como um babuíno que tinha sobre a cabeça a Lua Crescente.

Ele era considerado o mediador do tempo, escriba dos deuses, senhor da magia e da sabedoria.

É uma deidade universal que se trata no masculino. Tot é quem possui e domina a palavra eficaz, deus de cabeça de íbis. É a lua cujo complexo percorrido pelos céus depende excepcionalmente de uma ciência dos números.

Tot divide o tempo, estabelece o calendário, preside a escritura da história. Ele autentica as decisões, legaliza o nome do faraó, escrevendo-o na Árvore da História. Tot escreve as leis, as contas, as histórias e o Livro da Vida.

É o mestre da língua e da palavra, conhece os hieróglifos, as palavras que criam as coisas. É chamado de “A Língua de Ptah”, língua do que trás ao universo a existência, o “Coração de Rá”, o pensamento criador.

Ele suscita o que deseja, conhece as fórmulas mágicas e reza pelas doenças.

Para os gregos era a deusa da fertilidade. A Lua Crescente se assemelha com uma mulher grávida.

A conjunção do Sol e da Lua, a Lua Nova, se relacionava com o coito entre o homem e a mulher. Na mitologia grega, a Lua era uma deusa com três formas: Artemisa, a virgem caçadora, representando a Lua Nova com seu arco de prata. Selena, a Lua Cheia e madura, e Hécate, misteriosa deusa do submundo, às vezes descrita com três corpos ou três cabeças.

Ela vai errante entre as almas dos mortos e sua chegada é anunciada com o uivo dos cães.

Artemisa é irmã de Apolo e no princípio foi uma divindade agreste. Logo foi transformada na deusa da luz e símbolo da claridade lunar.

Ela é uma deusa caçadora que sempre vai armada com um arco e uma flecha de ouro. Horrorizada com o sofrimento de sua mãe ao dar a luz a ela e a Apolo, faz um voto de jamais ter contato amoroso com deuses e nem com homens. Ela transforma-se no símbolo da beleza virginal, matando a quem tente possuí-la.

Os jovens de ambos os sexos que se consagravam a ela mantinham, acima de tudo, sua castidade.

Na mitologia chinesa a deusa lua era Chang-o, ou Heng-o, esposa do arqueiro I, a quem foi concedido o elixir da imortalidade por haver salvado a humanidade quando ele eliminou nove dos dez sóis que saíram juntos ameaçando queimar o mundo.

Certo dia ao regressar a casa descobriu que sua esposa havia tomado o elixir e a perseguiu até a Lua.

A lebre lunar ofereceu proteção à mulher e o forçou a desistir de seu propósito.

Desde então, ela é modelo de beleza e modéstia.

No Japão Tsuki-Yomi é o deus lunar. Na Mesopotâmia, Sin, o deus Lua, era um velho barbado, e na mitologia hindu a Lua é o local para onde vão as almas dos mortos.

Para os Astecas, Coyolxauhqui era a deusa da Terra e da Lua.

MERCÚRIO: Mercúrio rege nosso impulso de conhecer e passar o conhecimento aos demais.

Significa a comunicação através da coordenação mental e da transmissão de ideias.

É a capacidade para analisar ou sintetizar, para dividir ou juntar as percepções. É a entrada à compreensão mesmo que não seja profunda. Pensa mas não reflete. É a avidez pelo conhecimento, mas não a aplicação do mesmo.

Seu símbolo contém três partes: o círculo no centro representa o espírito divino, o semicírculo em cima do círculo representa a mente humana, e a cruz, que representa a matéria.

Na Mesopotâmia, Mercúrio era o deus Nabu, escriba dos deuses. Entre os Sumérios ele era conhecido como o que fazia chover. Mercúrio é o equivalente grego de Hermes, divindade dos crepúsculos e dos ventos.

Originalmente foi um deus agreste adorado pelos pastores de Arcádia. Ele é filho de Zeus e Maya, uma das sete Plêiades. Acredita-se que seu lugar de nascimento seja o monte Cilene. Ele é considerado como o deus fálico da fertilidade e dos viajantes.

Hermes era venerado diante de uma pilha de pedras colocadas de um lado do caminho, pilha esta que todo viajante deveria acrescentar mais uma.

Ele guiava as almas dos mortos até o submundo, levava o gorro da invisibilidade e era o mensageiro dos deuses. Trazia consigo uma varinha mágica com duas serpentes que transformava tudo que tocava em ouro.

Suas sandálias tinham asas e seu elmo criava dinheiro. Ele é o deus dos comerciantes e dos ladrões.

Ele também era um ladrão, roubou os bois de Apolo e em seguida ofereceu a ele a primeira lira confeccionada com o casco de uma tartaruga. Ele roubou também o cetro de Zeus, o tridente de Poseidon, o arco e a flecha de Apolo, o cinto de Afrodite e as pinças de Hefesto.

No Egito seu equivalente era o deus Tot-Hermes, deus da medicina, da ciência e da literatura. Pronto se batizou definitivamente como Hermes Trimegisto, deus da magia, da alquimia, da medicina e da astrologia. Seu nome significa três vezes o maior.

VÊNUS: Vênus representa a capacidade de apreciar e valorizar pelos sentimentos. Representa o passivo e o impulso feminino de ambos os sexos. Vênus é suave, é a união intencional, de cooperação e união. Ela simboliza a função da natureza de equilibrar, harmonizar, unificar e suavizar as asperezas. Ela é a necessidade de apreciar e ser apreciada, a capacidade de amar e a necessidade de afeto.

Seu símbolo compreende um círculo, o espírito divino, que em cima está a cruz, simbolizando a matéria.

Esse é o símbolo do feminino.

Na China Vênus era conhecida como “A Grande Branca”, sendo considerada desafortunada e fantasmagórica. Quando ela surgia nos céus pensava-se que ela significava armas e castigo.

Essa associação surge porque ela pertence ao principio yin (feminino, negativo, passivo e escuro), que é oposto ao yang (masculino, positivo, ativo e luminoso). A aparição da “Grande Branca” em plena luz do dia sugeria que o yin superava o yang, e que por essa razão recairiam dificuldades para o soberano, vindas de castas inferiores.

O outro nome da “Grande Branca” era “Fogo Metálico” relacionando o planeta com o Metal, um dos cinco elementos da metafísica chinesa. Além disso, ele indica a associação do brilhante lampejo de Vênus com a luz que as armas refletem.

Na mitologia Maya ela está associada à luz do dia e ao deus da chuva, Chac, que por sua vez é associado ao Tlaloc, o deus asteca da chuva e dos desastres.

O mais importante dos deuses, a serpente emplumada, Quetzalcóatl, era associada à Vênus, a estrela da manha, pelo fato de ele sair justo antes do amanhecer. Em sua saída helíaca o deus planeta Quetzalcóatl aparece arrojando as lanças de seus raios deslumbrantes e atravessando seus inimigos. Em algumas aldeias do antigo México, Vênus era contemplada com temor.

Os povos indígenas fechavam as janelas e as portas antes da saída do sol para protegerem-se dos raios daninhos de Vênus, que eram considerados transmissores de doenças e morte.

A deidade suméria original associada à Venus era Ivana, porém a influência dessa deusa foi primeiramente absorvida, e depois combinada com a de Attar, uma divindade semítica masculina que passou a formar parte da mitologia mesopotâmica. Logo, o deus Attar evoluiu até chegar a ser a deusa Ishtar, resultando em uma Vênus bissexual.

A estrela da manha era masculina enquanto que Ishtar, a estrela da tarde era feminina. Na sua forma feminina ela era parte da Grande Tríade mesopotâmica do Sol, da Lua e de Vênus. Vênus era a filha de Sin (a Lua) e irmã de Shamash (O Sol).

Em seu templo se adquiriam dois tipos de mulheres: o das prostitutas sagradas e o das prostitutas comuns.

Essa imagem sexual de Ishtar proporcionou a base para a identificação da deusa grega Afrodite, associada ao amor erótico. Afrodite é a deusa do amor puro e ideal, do amor impuro e carnal, e do matrimônio.

Ela nasceu das espumas do mar, fecundada pelo membro do deus Urano.

O Zéfiro a empurra até a ilha de Citera (atual ilha de Chipre) e ali desembarca. Afrodite não frequenta muito o Olimpo sendo a deusa que mais tempo passa perto dos homens.

Suas serventes no Olimpo são as três Graças (Aglae, Eufrosina e Tália) e seus emblemas eram o mirto, a rosa e a tótola ou a pomba. Na terra foram as Horae e as Hetairas que assumiram o nome das cortesãs que habitavam os templos dedicados a Afrodite.

No Olimpo ela é esposa de Hefesto. Ela o traiu com Ares, Dionísio, Hermes, e incluso com o mortal Adônis ou Anquises, do qual teve Enéias e outros. Também era a mãe de Eros e de Hermafrodita. Quando as deusas Hera, Atenéia e Afrodite disputaram o prêmio de beleza no monte de Ida, o pastor Paris, o juiz do concurso, deu a maçã à Afrodite.

MM

fonte:


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