domingo, 15 de setembro de 2013

Decálogo para estudos evangélicos



DECÁLOGO PARA ESTUDOS EVANGÉLICOS

1. Peça a inspiração divina e escolha o tema evangélico destinado aos estudos e comentários da noite.

A prece de abertura pode ser espontânea ou seja, uma emissão breve e sincera de palavras nascidas do coração e do entendimento, e que vão servir de indicador ao Plano Espiritual das necessidades pessoais ou gerais, naquele momento. A partir da prece inicial e averiguados os pensamentos e disposições dos componentes do evangelho, será selecionado um tema específico pela Espiritualidade, para ser lido pela pessoa encarregada, e após comentado por todos.

Se houver a preferência por uma prece pronta, como o "Pai Nosso", por exemplo, não há inconveniente nenhum, bastando que cada palavra seja verdadeiramente pensada e sentida, em sua essência, qual diálogo real com Deus.

2. Não fuja ao espírito do texto lido.

Às vezes o tema escolhido parece não vir de encontro ao que se esperava... Por exemplo: alguém no grupo, ou a própria pessoa que promove o evangelho, está passando por aflições no campo afetivo e o tema recai sobre bens materiais, ou vice-versa. Há um certo desapontamento e a sensação de que o canal de comunicação com o Plano Espiritual está bloqueado, ou que o problema não está recebendo a devida consideração... No entanto, é importante que o tema escolhido pelos benfeitores espirituais seja debatido com todo o entusiasmo e concentração possíveis, na certeza de que o problema que se esperava ver solucionado será avaliada com muito carinho pelos mentores do grupo no momento oportuno.

3. Fale com naturalidade.

Não há a menor necessidade de se alterar o modo de falar ou de se expressar, simplesmente porque o momento é solene. Adotar atitudes estranhas ou empolar o linguajar podem causar impressão contrária à desejada. Por exemplo, se você habitualmente se refere a si mesmo como "eu", ou seja, na primeira pessoa do singular, não passe, de repente, a se referir a si como "nós". Espontaneidade, eis a palavra-chave de uma reunião de estudos agradável e produtiva. O momento exige respeito, educação e sobriedade... mas não máscaras. Seja sempre você mesmo e incentive o grupo a conservar a autenticidade, igualmente.

4. Não critique, a fim de que a sua palavra possa construir para o bem.

É quase impossível, nos dias atuais, não criticar-se algo. Critica-se o governo, os políticos, o sistema financeiro, a polícia, os esportistas, a mídia, as pessoas, o tempo... Sempre existe algo ou alguém em especial que está fazendo alguma que nos desagrada imensamente. No entanto, surge o evangelho em nossa vida justamente para que encontremos um entendimento maior para com o mundo em que vivemos, que conquistemos paciência, tolerância, compreensão, amor e misericórdia para com tudo e com todos...

Quando criticamos, expondo o mal de outrem, estamos na verdade perdendo tempo precioso que poderia ser empregado na busca de valores morais mais elevados e mais justos em nosso próprio benefício, de vez que também somos passíveis de errar neste ou naquele setor da vida.

Jesus salientava sempre que não se encontrava entre os homens para julgar, mas sim para salvar... E salvar significa não ignorar o problema, mas sim anotar-lhe o teor e buscar uma solução digna à sua erradicação.

Portanto, natural que se exponha algo que julguemos errado - sempre de acordo com o texto selecionado -, mas é importante que se busque soluções individuais para o problema, visto que o mundo melhora sempre quando nós nos tornamos melhores.

5. Não pronuncie palavras reprováveis ou inoportunas, suscetíveis de criar imagens mentais de tristeza, ironia, revolta ou desconfiança.

Espiritismo é a doutrina da fé raciocinada e nela não cabem palavras quais sorte, azar, desgraça, acaso, pecado, culpa, castigo e etc.

Comentários sobre tragédias, crimes e catástrofes também devem ser evitados, por desnecessários ao momento.

Somos todos viajores no vale da experiência humana e quanto mais esclarecidos quanto aos enigmas existenciais, menos devemos valorizar-lhe os mecanismos inferiores de ação.

Importante também salientar que, havendo jovens à mesa, a linguagem deverá ser leve e compreensível, porém jamais mesclada com as gírias e os palavrões tão em voga e utilizados com desenvoltura pela sociedade atual.

É perfeitamente possível estar-se de acordo com a época sem contudo sorver-lhe as inclinações e os vícios.

Outro motivo para acautelar-se contra palavras ou conceitos reprováveis ou inoportunos, será a lembrança de que, provavelmente, se encontrarão no ambiente espíritos desencarnados trazidos pelos Espíritos Benfeitores, e que nem sempre estarão, em relação a nós, em posição de entendimento e harmonia, paz ou boa vontade.

6. Não faça leitura, em voz alta, além de cinco minutos, para não cansar os ouvintes.

Nem sempre aquilo que nos toca o coração, toca o coração do nosso próximo... Por isso, não é necessário que se leia o texto escolhido na íntegra, visto serem alguns deles, quais os encontrados nos livros da Codificação, bastante longos e por isso mesmo cansativos para uma reunião singela de estudos. Basta ler-se a introdução e depois fazer-se um breve resumo do assunto, passando-se em seguida à explanação.

7. Converse ajudando aos companheiros, usando caridade e compreensão.

Um diálogo sereno, assentado sobre legítima orientação cristã, pode produzir resultados surpreendentes visto que se estará sendo conduzido pela Espiritualidade presente e que, conhecendo as dificuldades e os questionamentos íntimos de cada um, buscará ministrar, através dos próprios participantes, as respostas adequadas.

8. Não faça comparações, a fim de que seu verbo não venha ferir alguém.

Comparações serão sempre desnecessárias, notadamente no ambiente doméstico. Recordemo-nos sempre de que cada pessoa é alguém com atitudes e reações absolutamente singulares, e portanto sempre diferenciadas, mesmo no seio de família homogênea.

Converse esclarecendo e auxiliando, referindo-se a cada um com o apreço merecido.

9. Guarde tolerância e ponderação.

Em reuniões de estudo evangélico, e não obstante a elevação do momento, podem surgir palavras ou colocações impróprias, por parte de algum dos participantes.

Importante que se guarde tolerância e ponderação nesta hora, porque a tolerância adoça o coração e a ponderação suaviza o verbo.

Toda contenda deve ser evitada para que o choque de opiniões não desestabilize a reunião que deve sempre ser produtiva, em todos os sentidos.

10. Não retenha indefinidamente a palavra; outros companheiros precisam falar na sementeira do Bem.

Grande alegria se apossa de nossa alma quando, em clima de harmonia e elevação, nos sentimos em contato com os nossos amigos do Mais Alto... Sentimo-nos capazes de falar horas incontáveis, tamanha a torrente de ideias luminosas que nos invadem o entendimento.

Porém, para quem ouve, esses momentos podem se transformar em desconforto imenso se o palestrante se alonga em excesso, esquecendo-se de dar a palavra aos demais.

Importante que se transforme a reunião, sempre, em verdadeiro diálogo fraterno, na certeza de que somos todos portadores de informes proveitosos ao ambiente que nos acolhe.


Mensagem recebida por Chico Xavier em 21 de março de 1952, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, Pedro Leopoldo, MG.

Comentários ditados por André Luiz em reunião do IDEAL André, Curitiba, PR, e recebidos por Lori Marli dos Santos,em 07 de julho de 2002.

fonte:
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