quarta-feira, 8 de maio de 2013

Impedimentos


"Não nos deixeis cair em tentação, ..." – diz a Oração do Pai Nosso.

Quais tentações? Dinheiro? Sexo? Poder?

Atribui-se a primeira lista de "crimes e paixões" que nos impedem de alcançar o Reino dos Céus ao monge grego Evágrio do Ponto (345-399 d.C.).

Ele relacionou 8 culpas (sim, eram 8 porque Melancolia foi considerada, até ser agregada à Preguiça para reduzir a lista para sete itens). Estas foram revisadas pelo Papa Gregório I e, assim, reduzidas a 7 Pecados Capitais:

1. Gula (desejo insaciável pela ingestão, seja comida ou bebida)
2. Avareza (Apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e dinheiro)
3. Luxúria (Desejo passional e egoísta pelo prazer corporal ou material)
4. Ira (O intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor ou vingança)
5. Inveja (Desejo descontrolado por posses, status, habilidades ou algo de outras pessoas)
6. Preguiça (A contínua falta de esmero, de empenho, o desleixo, lentidão ou negligência)
7. Soberba (O orgulho excessivo, a arrogância e a vaidade)

Ao iniciar esta meditação, não tive como deixar de lembrar desta lista tão comentada pela tradição católica!

Nesse capítulo, Emmanuel relaciona como pequenos eventos de nossa vida nos colocam diante de impedimentos, baqueando nossa sincera disposição de alcançar as Esferas Superiores.

Em casa, quando vivenciamos a falta de entendimento.

Nos grupos, quando companheiros exemplares mostram falências.

Nos escândalos, nas horas das afirmações injustas e difamantes contra nossa atuação.

Nos amigos queridos, que suspeitaram quando mais precisávamos da confiança deles.

No ouvido surdo da multidão, que coloca-se indiferente às verdades que anunciamos.

No amor que é retribuído com menosprezo e zombaria.

"Todos esses problemas, no entanto, são desafios da vida a te pedirem trabalho." – alega Emmanuel.

Em todas elas, podemos responder aumentando nossa sombra, caindo em tentação e atiçando nossa paixões capitais, ou podemos exercitar nosso silêncio, sem acusações, e renovar nosso bom ânimo.

Assim define Emmanuel alguns perigosos componentes de nossa caminhada:

1. Injúria (A palavra que se fez lodo)
2. Queixa (A semente que já morreu)
3. Reclamação (A rota de fuga ardilosamente estudada)
4. Censura (A ponta, o início fino e doloroso do espinho)
5. Melindre (A erva daninha, que alastra qual praga destruidora)
6. Irritação (O tempo que se desperdiça com nada e para nada)
7. Ideal paralisado (A água que, parada, irá apodrecer)
8. Desalento (O galho que, por estar seco, nada suporta)

Toda movimentação a nossa volta é energia para nosso avanço.

Toda ação traz em seu bojo nosso resgate e nossa evolução.

"Evolução é suor indispensável. Resgate é suor necessário com o pranto da consciência." – afirma Emmanuel.

Portanto, quando alguma situação for dolorosa, imediatamente lembremos que estamos diante de alguma falha nossa em processo de correção ou de alguma culpa nossa em processo de remissão.

"A Lei estabelece, porém, que as provas e as penas se reduzam, ou se extingam, sempre que o aprendiz do progresso ou o devedor da justiça se consagre às tarefas do bem, aceitando, espontaneamente, o favor de servir e o privilégio de trabalhar." (Emmanuel)

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina - Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec. 
Roteiro: Meditação - Leitura da Questão - Curiosidades.

(Meditação sobre o capítulo 26-No Campo do Espírito)
Reunião pública de 1-5-61
CI – 1a Parte - Cap. VII – Item 3 inciso 30.

Fonte:







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