quarta-feira, 24 de abril de 2013

Onde é o céu?


Já repararam que há muitos filmes e livros que descrevem o inferno, mas quase nenhum descrevendo o céu?

“Aflitiva e longa tem sido a nossa viagem multimilenária, através da reencarnação, a fim de que venhamos a entender o conceito de céu.” – diz Emmanuel nessa meditação.

Ou seja, não descrevemos o céu porque nem mesmo entendemos o conceito do que seja o céu.

Emmanuel prossegue lembrando os diversos conceitos de “céu” para diferentes culturas.

A China antiga percebia o céu como a perfeita integração com os antepassados.

Entre os brâmanes da Índia, o céu era privilégio de espíritos especiais que teriam atingido o nível mais alto de pureza.

E no Egito antigo?

Para entrar no céu, era necessário entrar nas graças de um dos muitos deuses, não importando se este “deus” era bondoso ou cruel.

Entre os gregos antigos, o céu viria junto com a chamada “glória eterna”, com a lembrança pelos contemporâneos e gerações futuras dos nossos feitos e heroísmos. 

A ideia de “glória eterna” foi recentemente citada no filme “Tróia” e resgatada no episódio “O Cálice de Fogo” da sequência Harry Potter.

Em cada cultura, temos para o céu detalhes pitorescos de regiões belíssimas, farturas materiais ou sensoriais, promessas de provisões infinitas para alguma carência histórica ou avassaladora daquele grupo humano.

E, na tradição mais popular dentro da cultura ocidental, temos um “deus” que concede promoção para "eleito" o filho que mais intensamente se prostrar em louvores, adulações e, até mesmo, em mortificações.

Mortificações para o Senhor da Vida!

Adulações para o Criador do Cosmos!

Pode?

Quando vejo estes conceitos, sinto-me como um cidadão da antiguidade que ainda acredita que a Terra é o centro do Universo!

A evolução do conhecimento vem revelando nossos enganos.

Hoje, já percebemos a força da vida em vários planos de existência, materiais e semi-materiais.

Percebemos os estados diferentes da matéria e a multiplicidade dos mundos no infinito cósmico.

Nesse contexto, percebemos ainda que estamos todos situados em variados planos de consciência segundo nosso momento evolutivo “...e que, por isso, o céu, em essência, é um estado de alma que varia conforme a visão interior de cada um.” – complementa Emmanuel.

Allan Kardec esclarece a questão com maestria:

– “Nessa imensidade ilimitada, onde está o Céu?

Em toda parte.

Nenhum contorno lhe traça limites.

Os mundos adiantados são as últimas estações do seu caminho, que as virtudes franqueiam e os vícios interditam.”

Esta explicação, presente na codificação, comprova o papel do Espiritismo como arauto da mensagem de Jesus quando desenvolve a seguinte afirmação do Mestre, grafada em Lucas (17:21):

– “O Reino de Deus está dentro de vós.”
Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina - Chico Xavier/Emmanuel (FEB). 
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec. 
Roteiro: Meditação - Leitura da Questão - Curiosidades.

(Meditação sobre o capítulo 24-Céu)
 Reunião pública de 24-4-61
 CI – 1a Parte - Cap. III – Item 18.

Fonte:







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