terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Formas Pensamentos



Por: Maísa Intelisano
Revista Espiritismo & Ciência –nº 42

São criações mentais modeladas em matéria fluídica ou matéria astral. Podem ser criadas por encarnados ou desencarnados com características boas ou ruins, positivas ou negativas.

São resultado da ação da mente sobre as energias mais sutis que estão à nossa volta. As energias que nos rodeiam são altamente plásticas e sensíveis à ação das ondas mentais.

Quando pensamos, as vibrações dos pensamentos atuam sobre as energias condensando ou dispersando-as, dando-lhes formas, cores, brilhos que correspondem à natureza do que pensamos.


Se um pensamento é passageiro, muitas vezes nem chega a criar nada, ou se cria, a forma se esvai por falta de alimentação energética.


Mas se o pensamento é repetitivo, uma forma pensamento é alimentada, ficando cada vez mais forte. Se ela for positiva, sadia, elevada ela só se alimentará de pensamentos da mesma vibração positiva do seu criador, ao mesmo tempo que alimentará os fluídos agregados, por sintonia de outras mentes e formas pensamentos do mesmo teor.

No entanto se for uma forma-pensamento negativa, densa, doentia, ela também se alimentará dos pensamentos do seu criador e por sintonias agregadas de outras mentes doentias.

É importante observar que as formas-pensamento podem ser “incorporadas” por médiuns, como se fossem espíritos. A diferença é que, como não são consciências, não têm mente, ou seja, não são individualidades, não são capazes de se comunicar de forma lógica, mas podem ser acopladas aos médiuns, à sua aura e ao seu perispírito para drenagem de energias. 

No caso dessa incorporação ser voluntária, visa retirar essa forma de um encarnado ou desencarnado, para desintegração da forma.

No caso dos grupos de desobsessão em que não há diálogo, nota-se um enfraquecimento gradativo do fenômeno, como se a entidade estivesse literalmente derretendo, desmanchando-se para logo deixar o corpo do médium.

Larvas astrais, vibriões psíquicos e aparelhos astrais são todos formas-pensamento. Já os Ovoides não são formas-pensamento, mas consciências que tomaram a forma oval.

Larvas Astrais e Vibriões Psíquicos


Vibrião é a designação comum às bactérias móveis em forma de bastonetes.

Larva vem do latim larvae e significa máscara, boneco, demônio, espectro que se apodera das pessoas. Os antigos romanos chamavam as aparições de pessoas mortas que tiveram morte violenta.

Já em Zoologia, representa o estágio imaturo, pós-embrionário de um animal, quando este difere sensivelmente do adulto, como os insetos, por exemplo, pois neste estágio o animal estaria “mascarado”, disfarçado.

No caso, as Larvas e vibriões astrais são semelhantes aos físicos, criados por vícios mentais e emocionais da consciência. Atitudes, pensamentos e pensamentos desequilibrados, são geradores.

ANDRÉ LUIZ, no capítulo 3, Livro Missionários da Luz, ao examinar mais de perto alguns candidatos ao desenvolvimento mediúnico:

“Fiquei estupefato. As glândulas geradoras emitiam fraquíssima luminosidade, que parecia abafada por aluviões de corpúsculos negros. Começavam a movimentação sobre a bexiga vibravam ao longo do cordão espermático, formando colônias compactas nas vesículas seminais, na próstata, nas massas moncosas uretrais invadiam os canais seminíferos e lutavam com as células sexuais, aniquilando-as."

Estava assombrado... Seriam expressões mal conhecidas da SÍFILIS?

O Instrutor Alexandre responde:

"Não, André. Mas não temos sob os olhos o espiroqueta de Schaudinn, nem qualquer nova forma suscetível de análise material por bacteriologistas humanos. 

O observado, com experiências sexuais variadas, tem, também, contatos com entidades grosseiras, que o visitam com frequência, à maneira de imperceptíveis vampiros."

Obs: As espiroquetas são bactérias em forma de saca-rolhas que tendem a se mover com um movimento ondulante semelhante ao de uma hélice. As principais cepas (espécies) das espiroquetas incluem o Treponema, a Borrelia, a Leptospira e o Spirillum.

Observando outro candidato habituado a ingerir álcool em excesso, André Luiz nos dá a seguinte descrição:

"Espantava-me o fígado enorme. Pequeninas figuras horripilantes postavam-se vorazes ao longa da veia aorta, lutando com elementos sanguíneos mais novos, toda a estrutura do órgão se mantinha alterada."

Observando uma mulher com distúrbios alimentares, André relata:

"Em grande zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se muitos parasitas conhecidos, mas além deles, divisava-se corpúsculos semelhantes a lesmas vorazes, que se agrupavam em grandes colônias, desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula ileocecal."

Para entender como surgem as Larvas Astrais (Capítulo 4 do Livro Missionários da Luz), Alexandre diz a André Luiz: 

"Você não ignora que no círculo de enfermidades terrestres cada espécie de micróbio tem seu ambiente preferido. Acredita você que semelhantes formações microscópicas se circunscrevem a carne transitória?

Não sabe que o macrocosmo está repleto de surpresas em suas formas variadas? André, as doenças psíquicas são muito mais deploráveis. A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos.

A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima. Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça. Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. 

As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem às formas e consequências de infinita expressão."

Como vemos, as larvas astrais surgem dos excessos e desequilíbrios físicos, emocionais e espirituais de toda sorte, da repetição contínua de uma mesma conduta física e/ou mental, o que causa o acúmulo de energias mais densas em determinadas regiões do organismo, onde se organizam as colônias de microrganismos astrais.

A sintonia é a alma do universo, e tudo funciona segundo suas leis. Somos uma usina geradora e viveremos com aquilo que criarmos ou atrairmos, a partir sempre do que criamos principalmente dentro de nós.

OVOIDES


Parasitas ovoides são, como diz o Dr. Ricardo Di Bernardi, “espíritos humanos que, pela manutenção de uma ideia fixa e doentia (monodeísmo), acabam estabelecendo uma vibração de baixa frequência e comprimento de onda longo que, com o passar do tempo, produz uma deformação progressiva no seu corpo espiritual.

Ovoides são, portanto, espíritos em estado tão profundo de perturbação que perderam a consciência de sua natureza humana de seu perispírito.

Portanto não perdem o seu perispírito (psicossoma), ele fica tão deformado que perde a sua forma humana, apenas uma forma ovalada.

Di Bernardi afirma que se trata de um monodeísmo auto-hipnotizante. Ele vibra de forma contínua e constante, gerando uma energia que gira desequilibrada sempre de maneira igual e repetida pelo mesmo pensamento.

Ao vibrar repetidamente na mesma frequência e em desequilíbrio com a Lei cósmica Universal, gera este circuito arredondado que vai deformando e tornando-se ovoide.

Na prática, são espíritos que entram em pensamentos, sentimentos repetitivos e negativos, excesso de apego, remorso, vingança; faz com que perca a noção do tempo e espaço e vai aos poucos se atrofiando, por falta de função nos órgãos do psicossoma, assumindo a forma de sua própria onda mental, um círculo vicioso em que vive mentalmente.

Quando a pessoa está no estado vegetativo  encarnada, no físico, não tem mais capacidade de manifestar com ele, não perde o seu perispírito, porque existe atividade no duplo etérico que mantém as formas humanas no perispírito (psicossoma).

As moléculas do perispírito são moldáveis pelo sentimento, tomam forma de acordo com a vibração do espírito. Assim se tornam brilhantes, opacas, densas ou leves.

Quando um OVOIDE se liga a uma consciência encarnada ou desencarnada, fica caracterizado o processo obsessivo por parasita ovoide. 

Existe um envolvimento de adesão colado ao corpo físico, no qual distorce os pensamentos, opiniões e atitudes do encarnado.

O ovoide é incapaz de manipular energias, locomover-se ou interagir conscientemente de livre e espontânea vontade, mas pode fazê-lo no automático, atraído por sintonia, mesmo em estado precário.

O OVOIDE pode chegar a AURA de uma pessoa somente por atração que essa pessoa exerce sobre ele. Nada mais é necessário como ponte. Basta a sintonia entre os dois. Basta a sintonia entre os dois. Como ímãs. 

Um processo obsessivo é mútuo por força de sintonia, existe um consentimento, mesmo que inconsciente para o acoplamento obsessivo. Originado, é claro, pelos pensamentos, tais como: ódio, raiva, egoísmo, apego excessivo a coisas ou pessoas, etc.

Os ovoides podem ser hipnotizados por outras consciências. No caso, aqueles que manipulam a hipnose podem perfeitamente prejudicar uma pessoa mantendo um ovoide parasitário numa aura de uma pessoa afim de prejudicá-la.

Não confundir um OVOIDE com o CORPO MENTAL sem o perispírito (psicossoma). Um espírito sem o psicossoma é um espírito oriundo do plano mental, superior ao plano astral; geralmente são espíritos de luz que se manifestam em qualquer plano. 

Livros de André Luiz:

Nossa Lar – Capítulo 31.
Evolução em Dois Mundos – Capítulo 14.
Fonte:








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