sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Curas Espirituais - Parte II



USANDO AS FORÇAS DA NATUREZA

XAMANISMO - É uma filosofia de vida muito antiga, que visa o reencontro com a natureza e com o próprio mundo interior do ser humano.

Sua origem não tem raízes históricas; é um conjunto de ensinamentos milenares que, através da tradição de tribos indígenas do mundo todo, foram sendo passadas até os dias de hoje.

Esses ensinamentos são baseados na observação da natureza e seus sinais: sol, lua, Terra, Água, Fogo, Ar, Animais, Plantas, Vento, Ciclos, etc.

Ao observarem o ciclo da natureza e suas manifestações, os antigos xamãs puderam perceber sua conexão com o todo, assim como manter plena e perfeita harmonia com a natureza, possibilitando a total integração de seus corpos físico, mental, emocional e espiritual.

A prática do xamanismo utiliza-se do trabalho com ervas, direções sagradas, rituais, jornadas xamânicas, contato com natureza e seres espirituais, ritmos, danças e movimentos corporais, elementos básicos da natureza (água, terra, ar, fogo, cristais, pedras, argila, etc.), cirurgias espirituais e técnicas de cura e purificação dos corpos físico, emocional, mental e espiritual, entre outras coisas.

Atualmente, está havendo um resgate dos conhecimentos do xamanismo a fim de aplicá-los no dia a dia, buscando elevar a consciência e alcançar novamente o equilíbrio, conscientização do aspecto espiritual de cada um e de sua relação com a natureza e com o planeta a que pertence, ativação das habilidades de coragem, força e sabedoria para lidar com questões generalizadas, curas e prevenção de distúrbios e doenças.

O conceito básico da cura xamânica é que "Ninguém cura o outro. A cura está dentro de cada um".

BRUXARIA (WICCA) - A Bruxaria moderna usa a força feminina do universo, energia passiva, porém criadora, que, aliada à força da manipulação das energias da natureza elemental, torna-se uma ferramenta poderosa na cura.

FEITIÇO: O feitiço é o uso de elementos físicos, carregados de energias etéricas e astrais, direcionadas pela força elemental, para obter a cura. Geralmente nas curas, usa-se elementos naturais, como raízes, ervas, folhas, flores, sal, animais, parte de animais, etc. Rituais no preparo, como conjurações, orações. Uso de locais como encruzilhada, hora exata, etc. Porém, o feitiço geralmente não é usado para a cura, mas para encantamento.

Magia: Age da mesma forma, usa o processo ritual, bem como talismãs, objetos da natureza com capacidade de concentração energética, como ouro, prata, pedras como cristais, elementos mágicos, que servem como baterias para captar energias e realizar o processo de proteção.

Benzeduras: A benzedura, é um processo de magnetismo próprio aliado a forças da natureza, bem como um ritual, geralmente uma prece, como versos com dizeres, pequenos mantras, que servem para fulminar a doença. A benzedura ataca diretamente a doença, é um processo de cura.

USANDO FORÇAS INTERIOR (ANÍMICAS)

REIKI (霊気 ou 靈氣) - Os reikianos alegam usarem forças externas, porém não originadas de espíritos desencarnados; seriam forças cósmicas, além das naturais encontradas na natureza da terra.

É uma forma de terapia de origem japonesa baseada na manipulação da energia vital (ki) através da imposição de mãos, com o objetivo de reestabelecer o equilíbrio vital, e, assim, eliminar doenças e promover saúde.


Clique aqui para saber mais sobre REIKI e terapias alternativas.

MAGNETISMO ANIMAL - O magnetismo animal ou fluido vital seria, segundo o seu descobridor, Franz Anton Mesmer, um estado particular de vibração (ou tom de movimento, em suas palavras) do fluido universal.

O magnetismo animal já era conhecido antes de Mesmer, mas foi ele o grande divulgador dos fenômenos magnéticos, embora usando métodos considerados bizarros e charlatanescos. Praticava curas com as mãos, acreditando ser ele próprio dotado de poderes magnéticos curativos.

O PASSE

Passe [do latim passare]– 1. Transfusão de energias psicofísicas alterando o corpo celular. 2. Transmissão de fluidos de uma pessoa, encarnada ou não, a outra, ou a objetos. 

O passe pode ser:

a) magnético, quando são transmitidos apenas os fluidos do agente encarnado; 
b) misto, quando aos primeiros somam-se os fluidos espirituais, pela força da vontade, dos Benfeitores Espirituais, 
c) espiritual, quando não há a intermediação do passista, com os fluidos dos Espíritos sendo transferidos diretamente.

Assim como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais.

O passe poderá obedecer à fórmula que forneça maior porcentagem de confiança, não só a quem o dá, como a quem o recebe. Devemos esclarecer, todavia, que o passe é a transmissão de uma força psíquica e espiritual, dispensando qualquer contacto físico na sua aplicação.
pág. 67 - Emmanuel – 194

A eficiência do passe está associada a:

1 - capacidade do passista,
2 - receptividade do paciente
3 - seu merecimento.

Suas origens, aplicações e efeitos:

O passe espírita é simplesmente a imposição das mãos, usada e ensinada por Jesus como se vê nos Evangelhos. Origina-se das práticas de cura do Cristianismo Primitivo. Sua fonte humana e divina são as mãos de Jesus. 

Magia e religião

O passe nasceu nas civilizações da selva como um elemento de magia selvagem, um rito das crenças primitivas. A agilidade das mãos em fazer e desfazer as coisas sugeria a existência, nelas, de poderes misteriosos, praticamente comprovados pelas ações cotidianas da fricção que acalmava a dor, da pressão dos dedos estancando o sangue ou expulsando um espinho ou o ferrão de uma vespa ou o veneno de uma cobra.

Passe à distância:

Não há distância para a ação dos passes. Os Espíritos Superiores não conhecem as dificuldades das distâncias terrenas. Podem agir e curar através das maiores lonjuras. Esse fato, constatado e demonstrado pelo espiritismo e ridicularizado pelos cientistas materialistas, está hoje cientificamente comprovado pelas pesquisas em todo o mundo, através de pesquisas e experiências dos principais centros universitários da atualidade. A telepatia, transmissão do pensamento, intenções e desejos.

Passe de auxílio mediúnico:

Nas sessões de manifestações de Espíritos para doutrinação, o passe é empregado como auxiliar dos médiuns ainda em desenvolvimento, incapazes de controlar as manifestações de entidades rebeldes. A técnica espírita não é de violência, como nas práticas superadas do exorcismo, mas de esclarecimento e persuasão. A ajuda fluídica ao médium envolvido se faz apenas através da imposição das mãos, sem tocar o médium.

Preparação para o passe:

É muito comum chegarem pessoas ao Centro, ou mesmo dirigindo-se à casa de um médium, pedindo passe com urgência. O passe não pode ser dado a qualquer momento e de qualquer maneira. Deve ser sempre precedido de preparação do passista e do ambiente, bem como do paciente.

Transfusão fluídica:

O passe é uma transfusão de plasma extrafísico (para usarmos essa expressão de Rhine) certamente composto de partículas livres de antimatéria. Nas famosas pesquisas da Universidade de Kirov, na URSS, em que os cientistas soviéticos (materialistas) descobriram o corpo bioplásmico do homem, verificou-se, por meios tecnológicos recentes, que a força-psíquica de Willian Crookes é uma realidade vital na nossa própria estrutura psicofísica. O ectoplasma de Charles Richet, agindo nessas experiências como um plasma radiante, confirmou a teoria espírita (de Kardec) da ação de fluidos semimateriais nos fenômenos de telecinesia (movimento e levitação de objetos à distância). 

A ciência do passe:

Embora com boas intenções, as pessoas que se apressaram a oferecer ao público os lineamentos de uma Ciência do Passe, baseando-se em experiências comuns do passe utilizado nos Centros Espíritas, cometeram uma leviandade. Kardec colocou o problema do passe em termos científicos, no campo da Fluídica, ou seja, da Ciência dos Fluidos. Com seu rigor metodológico, ligou o passe à estrutura dinâmica do perispírito (corpo espiritual), hoje reconhecido como a fonte de todas as percepções a atividades paranormais. 

A Fluídica é hoje uma Ciência Tecnológica voltada apenas para o estudo dos fluidos materiais de propulsão. As descobertas atuais da Parapsicologia e, particularmente, as da Universidade de Kirov, confirmaram a validade da posição secularmente precursora de Kardec

A Fluídica se abre, ante o avanço da Física Nuclear, para a pesquisa da dinâmica dos fluidos em todo o Cosmos. Só agora começamos a dispor de elementos para um conhecimento exato, o que vale dizer científico, da problemática bimilenar do passe.

FACULDADES RADIANTES

Condição indispensável à exteriorização das faculdades radiantes

O missionário do auxilio magnético, na Crosta ou na esfera espiritual, necessita ter:

- grande domínio sobre si mesmo, 
- espontâneo equilíbrio de sentimentos, 
- acendrado amor aos semelhantes, 
- alta compreensão da vida, 
- fé vigorosa 
- e profunda confiança no Poder Divino. 

MECANISMOS DO PASSE:

Recorreremos ao fenômeno hipnótico, ainda uma vez, para definir o medianeiro do passe magnético por autêntico representante do magnetizador espiritual, à frente do enfermo. 

Estabelecido o clima de confiança, qual acontece entre o doente e o médico preferido, cria-se a ligação sutil entre o necessitado e o socorrista e, por semelhante elo de forças, ainda imponderáveis no mundo, verte o auxílio da Esfera Superior, na medida dos créditos de um e outro. 

Ao toque da energia emanante do passe, com a supervisão dos benfeitores desencarnados, o próprio enfermo, na pauta da confiança e do merecimento de que dá testemunho, emite ondas mentais características, assimilando os recursos vitais que recebe, retendo-os na própria constituição fisiopsicossomática, através das várias funções do sangue.

O socorro, quase sempre hesitante a principio, corporifica-se à medida que o doente lhe confere atenção, porque, centralizando as próprias radiações sobre as províncias celulares de que se serve, lhes regula os movimentos e lhes corrige a atividade, mantendo-lhes as manifestações dentro de normas desejáveis, e, estabelecida a recomposição, volve a harmonia orgânica possível, assegurando à mente o necessário governo do veículo em que se amolda. [MECANISMO DA MEDIUNIDADE - pág.160 - André Luiz - 1959]

PASSE E PRECE:

Esclareçamos, porém, que, em toda situação e em qualquer tempo, cabe ao médium passista buscar na prece o fio de ligação com os planos mais elevados da vida, porquanto, através da oração, contará com a presença sutil dos instrutores que atendem aos misteres da Providência Divina, a lhe utilizarem os recursos para a extensão incessante do Eterno Bem. [André Luiz - 1959]


AS TÉCNICAS DO PASSE

Retirado do Portal : http://www.espirito.com.br/

Aluney Elferr Albuquerque Silva

Antes de adentrarmos nas técnicas mais comuns do passe, direcionadas para as mais diversas necessidades, existe um ponto de muita importância que Jacob Melo nos avisa em seu livro "Manual do Passista". No momento da aplicação em si, os passistas poderão sentir através de leves roçaduras ou impressões nas pontas dos dedos ou nas palmas das mãos, os fluidos sendo emanados e a experiência nos mostra que realmente acontece. Há passistas que sentem no centro da palma da mão uma impressão diferente no momento da aplicação, todavia há ainda outros que sentem a mesma impressão nas pontas dos dedos. Jacob Melo, no livro supracitado, nos informa que aqueles que sentem estas impressões na ponta dos dedos, poderiam ser chamados de Médiuns Passistas Digitais, e os que sentem esta leve impressão nas palmas das mãos seriam os Médiuns Passistas Palmares. Gostaríamos, ainda, de deixar claro que os médiuns que já militam nessa área e que não sentem estas impressões, de forma alguma devem pensar que não existe intercâmbio de fluidos em seus passes; diríamos que estas sensações também se adquirem por prática e dependem de outros fatores na sensibilidade de cada um.

E as mãos deverão ficar conforme o passista se sinta mais tranqüilo e relaxado para desenvolver a aplicação, continuando assim, com o modo pelo qual o médium praticava tal aplicação.

DIAGNÓSTICO OU TATO MAGNÉTICO

O primeiro passo realmente, levando em consideração que no momento do passe estamos na condição de verdadeiros intermediários, seria conhecer um pouco mais o irmão que comparece para o passe, tratando de posicionar as mãos ou a mão primeiramente sobre o coronário e depois paulatinamente descer, sem se demorar muito, no intuito de sentir as vibrações do campo vibratório do paciente, as oscilações do seu tônus vibratório, as emanações de seu corpo perispiritual, tendo em vista até mesmo descobrirmos pontos no organismo com vibrações diferenciadas e problemáticas. Mentalmente não estamos doando nada, por enquanto. Somente reconhecendo o paciente, entrando em relação fluídica com o paciente. Esta técnica também se desenvolve através da prática, facultando aos médiuns encontrarem campos em desequilíbrio do paciente. Alguns passistas, através desta técnica, detectam informações valiosas e que muito auxiliam no tratamento fluidoterápico, utilizando dispersivos para assim, de uma certa maneira “clarear” o campo vibratório do paciente e, consequentemente, localizar com maior facilidade as desarmonias existentes. Façamos uma rápida comparação da utilidade dos dispersivos nesta técnica: se uma pessoa está com problemas na região gástrica, seu campo vibratório ficará desorganizado. Fazendo uso do tato-magnético neste momento, poderemos captar uma desorganização, é claro, generalizada e não local, ou até mesmo verificar que ele se encontra mais sério na região do abdômen; mas se fizermos um dispersivo, agiremos diretamente nos fluidos desordenados, ordenado-os e até mesmo extraindo os mesmo que envolvem o corpo, deixando o foco em desarmonia, mas acessível ao nosso tato. Da mesma forma, quando fazemos um curativo, primeiramente assepsiamos e depois cuidamos do foco infeccionado.

EMANAÇÃO DE FLUIDOS

Em "A GÊNESE - CAP. XIV - ITEM 33", Kardec nos demonstra que "a ação magnética pode produzir-se por diversas formas:"

  1. Pelo próprio fluido do magnetizador (Passista) – é o magnetismo propriamente dito, ou magnetismo humano, cuja ação é subordinada à potência e sobretudo à qualidade do fluido.
  2. Pelos fluidos do Espírito (desencarnado) – atuam diretamente e sem intermediários sobre o encarnado, seja para curar ou acalmar um sofrimento, seja para provocar o sono sonambúlico espontâneo, seja para exercer sobre o indivíduo uma influência física ou moral qualquer. É o magnetismo espiritual, cuja qualidade está na raiz das qualidades do espírito.
  3. Pelos fluidos do Espírito (desencarnado) combinando com os fluidos do magnetizador (Passista) – fluidos derramados sobre o magnetizador e ao qual ele serve de condutor. É o magnetismo misto, semi-espiritual ou, se assim melhor nos expressamos, humano-espiritual. Vemos neste, o fluido espiritual combinado com o fluido humano, dando a este último as qualidades que lhe faltam. O auxílio dos espíritos, em tais circunstâncias, é por vezes espontâneo, porém com mais frequência é provocado pelo apelo do magnetizador.

Conforme já verificamos, o pensamento e a vontade exercem ação preponderante sobre os fluidos.

Verificamos também, que a ação dos Espíritos é que realmente dá eficácia curadora, no magnetismo, aos fluidos humanos.

Dessa forma, é importante a conscientização, em nossas Casas Espíritas, dos médiuns passistas e mesmo daqueles caracterizados como curadores, de que são os Espíritos que provocam as curas, servindo o médium como intermediário, pois são eles, os Espíritos quem aumentam, dirigem e qualificam nossos fluidos.

Pesquisando Kardec, vamos encontrar na Revista Espírita - Ano VII - Jan. 1864 - Pag. 7, importante estudo que nos elucida no assunto, quando nos diz:

..."Em geral o que magnetiza (Passista) não pensa senão em desdobrar essa força fluídica, derramar seu próprio fluido sobre o paciente submetido aos seus cuidados, SEM se ocupar se há ou não uma Providência interessada no caso, tanto ou mais que ele. AGINDO SÓ, não pode obter senão o que a sua força, sozinha, pode produzir; ao passo que os médiuns curadores começam por elevar sua alma a Deus e a reconhecer que, POR SI MESMOS, nada podem... (Esse socorro quem envia são os bons Espíritos que vêm penetrar o médium de seu fluido benéfico, que é transmitido ao doente) ...e que são devidas simplesmente à natureza do fluido derramado sobre o médium;

ao passo que o magnetizador (passista) ordinário se esgota, por vezes em vão, a fazer passes, o médium curador infiltra um fluido regenerador pela simples imposição de mãos, graças ao concurso dos bons Espíritos".

Continuando, à pág. 8 da mesma Revista Espírita, encontramos:

..."Na ação magnética propriamente dita, é o fluido pessoal do magnetizador que é transmitido, e esse fluido, que não é senão o perispírito, sabe-se que participa sempre, mais ou menos, das qualidades materiais do corpo, ao mesmo tempo que sofre a influência do Espírito..."

Verificamos, dessa forma, que não há diversos tipos de passes. Nos trabalhos de socorro ao próximo, sempre, estaremos secundados pelos Espíritos.

Assim, o passe possui um único tipo, que podemos designar, se assim o desejarmos, de humano-espiritual, dado à simbiose que sempre haverá entre encarnados e desencarnados, mormente nesse campo de atividade.


Próximo artigo: Curas Espirituais - Parte III



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