quinta-feira, 14 de julho de 2011

Os Elementos e os Elementais


Segundo afirmação da estudiosa e espiritualista Rosane Valpatto em sua página eletrônica, a palavra Elemental significa “Espírito Divino”. El = senhor; mental = vibração mental superior. Estes são os espíritos da natureza. Deus concedeu a três Reinos, paralelamente, a oportunidade de evolução, e estes três Reinos são: Elemental, Angelical e Humano.

Os Elementais são os dinamizadores das energias das formas e integram-se aos Elementos da Natureza.

Não existe como falar em elementais sem falar em elementos, mas, para não ficar apenas na identificação dos seres e de suas atribuições, é bom nos aprofundarmos no tema, sob a ótica de Lívio Vinardi.



ALQUIMIA E OS ELEMENTOS

A alquimia, do árabe (Al chemi, química da natureza), tem um único objetivo que é transmutar em ouro a matéria grosseira. Não obstante, poucos sabem verdadeiramente o que é o tal OURO.

A Alquimia é estudada sobre três aspectos que admitem muitas interpretações diferentes e que são: Terrestres, humana e cósmica. O Alquimista materialista busca como fim último as transmutações da matéria, o alquimista espiritual considera esta um objetivo paralelo, pois o objetivo primordial é a transmutação de sua matéria grosseira, quer dizer a sutilização de suas energias.

O esquema clássico da alquimia:

- Observam-se os quatro elementos: Fogo, ar, terra e água (não no sentido químico). Na alquimia os elementos são formas de manifestação, estados da consciência de uma única matéria primordial.

O ELEMENTO TERRA: Inclui todos os estados de consciência manifestados na forma sólida.
O ELEMENTO ÁGUA: Todo manifestação na forma Líquida.
O ELEMENTO AR: Toda a Manifestação na forma vaporosa, gasosa.
O ELEMENTO FOGO: Toda a manifestação na forma sutil (éter).

A matéria primordial pertence a uma dimensão superior, a um estado de consciência que compreende todos os anteriores, e é causal em relação aos quatro elementos manifestados. Essa matéria é denominada também de: elementum, quintessência, dissolvente universal, luz astral, menstruun universalale, pedra filosofal, akasha, alkahest, etc.

Na alquimia, além dos aspecto físico e químico, intervêm outros dois: o psíquico e o cósmico, por isso a alquimia não pode ser comparada com a química.

A alquimia não é simplesmente uma ciência, mas um conhecimento integrado que engloba, também, uma arte e uma filosofia.

MOBILIZAÇÃO ENERGÉTICA:

Na ioga, cada postura opera prevalentemente sobre uma zona ou área orgânica, ou, mais exatamente, sobre um ou mais vórtices (chakras) das estruturas sutis, sempre através do duplo etérico. Alguém poderá se perguntar, o que tem a ver os chakras com os elementos e elementais, a resposta é: TUDO, pois os enlaces energéticos primários e secundários usam energias elementais, como as técnicas pranayana que usam o ar, as energias prânicas, neste caso, o ELEMENTO AR.

As energias canalizadas pela coluna vertebral podem ativar as energias do elemento fogo conhecida por Kundalini.

Uma das funções primordiais de um corpo planetário é harmonizar-se com o planeta, criando uma cadeia: Homem + natureza + cosmos.

OS ELEMENTAIS

Os elementais da natureza são formidáveis colaboradores do processo de captação das energias naturais na prática da ioga, meditação.

Com uma certa base e exercícios adequados, no meio oportuno (ambiente), é possível fazê-los aderir por afinidade, ou seja, naturalmente, sem violência.

Quando o elemental (ou elementais) aderem ao ser humano, estabelece-se um vínculo energético natural, um intercâmbio: O elemental enriquece e potencializa a energia vital do ser humano, dando-lhe o seu elemento enquanto o ser humano, por sua própria vibração e inteligência, faz o elemental ficar mais inteligente. Neste sentido, homem e elemental harmonizados evoluem juntos; faz com que homem e natureza sejam unos.

Dentro de cada elemento existem elementais de diversas variedades e potenciais. São diferentes, portanto, os elementais que vivem nos lagos daqueles que vivem nos rios, daqueles que vivem em cataratas. Também são diferentes aqueles que vivem no oceano atlântico dos que vivem no pacífico. Também existem variantes dentro do mesmo oceano.

O mesmo pode-se dizer dos outros reinos. Os elementais da terra, das altas montanhas andinas, são diferentes em lugares como Bariloche, Machu Picchu; todos diferem dos que vêem dos pampas, planícies, nas florestas temperadas, florestas tropicais.

Os elementais do ar, naturalmente, encontram-se em diversos níveis acima do solo, desde aqueles que se apóiam nas copas das árvores de certas espécies vegetais, muito encontrados nas selvas colombianas, venezuelana, amazônica, matogrossense, até os dos cumes das grandes montanhas.

Os elementais do fogo correspondem a uma categoria bastante especial e diferente. Não são tão comuns como os outros, mas não deixam de se manifestar sob condições adequadas.

Elementais integrados: Existem alguns elementais que possuem energias dos dois planos da natureza. São relativamente raros e se formam onde a natureza possui potencialmente a força dos dois elementos, como as cataratas do Iguaçu, Niagara, Miramar, Bariloche, etc.

Os elementais são essencialmente natureza. Quem desdenha os elementais, desdenha, inconscientemente, a natureza e sua manifestações inteligentes.

OS ESPIRITOS DA NATUREZA

Devemos a Phillippus Aureolus Paracelsus (*) – Príncipe dos Alquimistas e filósofos Herméticos, um grande conhecedor na natureza espiritual, esse conhecimento. Paracelso acreditava que cada um dos quatro elementos primários era constituído de um princípio sutil, vaporoso e de uma substância corporal densa (semimaterial).

O ar, água, fogo, terra tem duas naturezas, uma visível e outra invisível. Os minerais, os vegetais, os animais e os homens vivem num mundo composto da parte densa desses quatro elementos, todos são construídos combinando os elementos.

Água é representada na ciência por Hidrogênio, o ar em oxigênio, o fogo por nitrogênio e a terra por carbono. Da mesma forma, a parte invisível é representada por diversos seres invisíveis; esses múltiplos seres são chamados de ELEMENTAIS ou ESPÍRITOS DA NATUREZA.

Paracelso dividiu esses seres em grupos dentro de seus quatro elementos, chamando de elementais, classificados nos grupos com os nomes de Gnomos, ondinas, silfos e salamandras.

Porém, cada civilização colocou seus próprios nomes aos elementais. Na Grécia, Roma, China, Índia e Egito acreditavam nos Sátiros, Duendes. No mar as sereias, nos rios e nas fontes as ninfas, no ar as fadas, no fogo com lares e penates, na terra os faunos, dríades e hamadríades.

O folclore e a mitologia de todos os povos abundam de lendas dessas figuras, dos que assombram castelos, guardam tesouros nas profundezas da terra. As fadas são delícias das histórias infantis.

Paracelso, ao descrever as substâncias que constituem os corpos dos elementais, dividia a carne em dois tipos. A primeira é a carne física, visível. A segunda é semimaterial, não visível ao plano físico. Acrescenta ainda que, enquanto o homem é composto de espírito, alma, mente e corpo, os elementais são constituídos apenas dessa substância sutil que ele chama de éter (essência espiritual). Portanto, cada elemento possui seu éter; isso faz com que cada grupo viva apenas dentro de seu elemento (como os peixes dentro da água). Afirma que não existe contato entre os grupos familiares de um elemento com outro elemento.

Os espíritos da natureza não podem ser destruídos pelos elementos mais grosseiros, tais como: Fogo físico, avalanche, terremoto, inundação, pois estão noutra faixa vibracional. Porém, possuem carne, osso e são mortais.

Segundo Paracelso, não possuem espírito individual e imortal, e na morte, simplesmente se desintegram, de volta ao elemento no qual originalmente se tinham individualizados. Nenhuma consciência individual se preserva após sua morte, pois não há um veículo superior para contê-la. Sendo os elementais feitos de uma única substância, não há fricção entre os veículos, por isso os elementais vivem idades avançadas.

Os compostos de éter terrestre (mais denso) vivem menos tempo, os do ar são os que vivem mais. A duração média de vida fica entre 300 a 1.000 anos. Vivem em condições similares aos humanos, sujeitos a doenças.

Eles vivem em quatro elementos: as ninfas no elemento água; os silfos no elemento ar; os elfos ou duendes na terra; as salamandras no fogo. Cada espécie move-se dentro do seu elemento, como o ar para nós, água para os peixes.

Não se deve confundir os elementais com as ondas vivas energéticas que se movem por todo o mundo espiritual nos planos astrais e mentais. Os elementais são de natureza etérica (atômica). Os Devas e outras entidades espirituais são de outra natureza espiritual.

(*)Paracelso, pseudônimo de Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, (Einsiedeln, 17 de dezembro de 1493 — Salzburgo, 24 de setembro de 1541) foi um famoso médico, alquimista, físico e astrólogo suíço.

Seu pseudônimo significa "superior a Celso (médico romano)". Entre todas as figuras erráticas do renascimento, a de Paracelso está apontada pela agitação da sua vida e pela incoerência das suas opiniões e doutrinas. No estudo da sua biografia, fato tem sido gradualmente separado da fantasia, mas nenhum acordo foi alcançado no que respeita bem quanto à natureza e sentido de seu ensino. Ele é considerado por muitos como um reformador do medicamento. Outros elogiam suas realizações em Química e como fundador da Bioquímica. Ele aparece entre cientistas e reformadores como Andreas Vesalius, Copérnico e Agrícola, e, portanto, é visto como um moderno. Por outro lado, sempre possuiu uma aura de místico e até mesmo obscura reputação de mágico.

Bibliografia:
Paracelso – O livro das Ninfas, Silfos, Gnomos e Salamandras e outros espíritos
Gofffrey Hodson – O Reino dos Deuses.
Gofffrey Hodson – O Reino dos Devas e Espíritos da Natureza.
Jorge Angel Livragna – Os espíritos elementais da Natureza.
Antonio Jorge Thor – Introdução e Teoria dos Elementais.
Doris Van Gelder – O mundo real das fadas.

CLASSIFICAÇÃO

Forças das substância-vida dos planos de existência do universo. Esses seres elementais são gerados dos elementos da Natureza: terra, água, fogo, ar e éter, mas quanto mais próximos dos mundos abstratos, de modo mais límpido refletem o que lhes é imanente.

Deus, por interferência amorosa de Seres de Luz que trabalham de forma a unificar os universos em nome do Amor Divino, concedeu a três Reinos, paralelamente, a oportunidade de evolução. Estes três Reinos são: Elemental, Angélico e Humano.

Elementais são os dinamizadores das energias das formas na Natureza.

O Reino elemental aprende a controlar a energia através do pensamento, mantendo um determinado padrão ou molde/matriz.

Os elementais evoluem desde os seres microscópios a Construtores das formas. Eles exteriorizam toda forma, incluindo os corpos humanos, montanhas, rios, etc.; eventualmente, alcançam o estado de um poderoso Elohim ou uma Veladora Silenciosa.

São os pensamentos e sentimentos ruinosos da própria humanidade os causadores de todas as expressões destruidoras apresentadas por esses elementais em forma de furacões, vendavais, ressacas, terremotos. Todas as avalanches da Natureza são, meramente, uma tentativa dos seres elementais de projetar PARA FORA, a impureza e discórdia que o homem tem imposto ou depositado sobre eles - esses abnegados seres que vos vem servindo por milhões de séculos.

A matéria usada, que é depositada dentro da terra e das águas, a energia impura que se espalha no ar, causam uma pressão de criações humanas, não somente no próprio homem, como também no Reino Elemental. 

Em geral esses entes são desfeitos ao concluírem sua tarefa, mas alguns subsistem até que, por não estarem vivificados pelo impulso que os criou, se "dissolvam" em sua substância de origem. Há seres elementais constituídos artificialmente pelo homem (encarnado ou não), ou por outras entidades autoconscientes, por meio da força do pensamento ou do desejo. Chegam a atuar no plano físico-etérico, às vezes interferindo positiva ou negativamente no trabalho dos devas. Essas criações do psiquismo humano serão dissolvidas pela lei da purificação e, no próximo ciclo planetário, os membros desta humanidade, por estarem em contacto com a própria mônada, poderão colaborar de modo mais efetivo com o Plano Evolutivo. A maior parte dos seres elementais com que o homem se relacionou até hoje foram os da terra e os da água. Estes respondem a estímulos do plano astral, ao passo que os do ar e do fogo tem maior sintonia com a energia elétrica mental. Como os seres elementais são corporificações da substâncias dos mundos das formas, estão sujeitos a impulsos involutivos, devido às forças caóticas profundamente infiltradas nos planos materiais na presente fase da Terra. Sua participação em trabalhos de magia engendrados pelo homem evidencia esse fato. A elevação da consciência humana dissipará as ilusões que em grande parte tem caracterizado o seu contacto com os elementais. Assim, o relacionamento com esses seres, ainda misteriosos para a maioria, advirá do conhecimento espiritual e perderá a conotação fantasiosa e, em certos casos, utilitarista que lhe foi atribuída. As leis que ordenam as combinações de átomos e moléculas são reflexos das que regem as inter-relações das forças elementais. Uma das implicações negativas das experiências com energia atômica empreendidas pela ciência moderna é o desequilíbrio do reino elemental, base da manifestação deste universo planetário. Todavia, em geral, os que insistem nessas ações destruidoras consideram a vida dinâmica e pulsante do reino elemental produto da imaginação. O contacto consciente da humanidade futura com os elementais deve dar-se por intermédio do reino dévico, e não diretamente.

Os seres dos Elementos foram criados para servir à humanidade, através de seu próprio trabalho específico. É pelo esforço e pelo uso de sua vida que esses seres nos suprem com as vestes de carne que usamos, com a água que bebemos, com o alimento tão abundantemente fornecido; com o ar que respiramos e com todas as coisas de que necessitamos para sustentar-nos na Terra. O Plano Divino de Vida providencia para que o homem seja servido com AMOR e, em troca, retorne AMOR, GRATIDÃO e BÊNÇÃOS aos Seres Elementais.

A história nos conta sobre esses seres, desde a mais remota antiguidade. E os antepassados de toda a humanidade legaram inúmeros relatos a respeito dos mesmos.

No início, nos primórdios da humanidade, os seres da natureza, encarregados de cada elemento, cuidaram para que tudo fosse feito com exatidão e ordem:

a)- A Terra, ainda numa massa de gases de matéria incandescente radioativa, coube aos elementais do fogo executarem seu trabalho;

b)- Na época dos grandes ventos, os elementais do ar zelaram pela evolução desses gases, de modo a tornar o ambiente apto a receber formas de vida;

c)- Quando esses gases se precipitaram sobre a água, os elementais da água modificaram o aspecto denso desse líquido;

d)- Então, iniciou-se a solidificação, surgindo, aos poucos, os continentes, que foram fertilizados pelos elementais da terra.


Como vemos, a criação representa um todo inseparável, formando uma corrente cujos elos não podem ser rompidos, se não quisermos provocar uma catástrofe de caráter irremediável.

A hierarquia cósmica é similar à hierarquia atômica. Os seres cósmicos de luz se manifestam pela primeira vez na Ordem dos Elohim, na forma de elementais do fogo, do ar, da água, e da terra. São eles:

Do fogo, as Salamandras que guardam os mistérios e segredos do elemento fogo, que correspondem ao plano ou corpo etérico. Precisamente a que ponto o fogo físico, indefinido e difícil de controlar, se transforma em fogo sagrado do plano etérico, é ensinado pelo espirito santo de Deus, observado pelo coração sagrado dos santos, levemente tocado por cientistas nucleares, mas firmemente seguro nas mãos das Salamandras.

Do ar, as Sílfides que servem o domínio dos céus, da purificação do ar, e do sistema de pressão do ar. Isto tudo é percebido nas mudanças alquímicas do tempo e ciclos de fotossíntese e precipitação. Estes elementais do ar, são mestres, que expandem e contraem seus corpos de ar de níveis microcósmicos a macrocósmicos, sempre mantendo a chama para o reino da mente, que corresponde ao plano ou corpo do ar.

Da água, as Ondinas que fazem um trabalho sério com os oceanos, rios, lagos e pingos de chuva, que fazem sua parte na reformação do corpo físico da terra e do ser humano. As Ondinas governam os ciclos da fertilidade e do elemento ou corpo da água.

Da terra, os Gnomos que servem no plano físico, bem atrás do véu ou espectro da visão comum, sendo possível vê-los de relance, e pensar que tem certeza de ter visto algo. Os Gnomos governam e preservam o corpo da terra ou físico, mantêm o equilíbrio das forças naturais do planeta e vêem que todas as necessidades diárias de todos os seres vivos sejam atendidas. É o Gnomo que faz com que um animal que está com sede no deserto caminhe em direção à água que procura; mesmo que morra na busca, o animal sempre está na direção certa. O animal que está com sede só pensa na água. "Eu quero água, eu quero água, eu quero água, eu quero água,....." ele não questiona se está em um deserto ou não, sendo assim levado pelo gnomo para a água. O homem é que questiona tanto que acaba por ir na direção oposta, levado por seres sem luz que vem para sugar toda a sua energia.

Após a educação e vivência, como elementais do fogo, do ar, da água e da terra, os seres de luz, assim como os seres atômicos, tem uma evolução natural de sua consciência, evoluem para seres angelicais, onde poderão continuar seu crescimento na hierarquia cósmica.

ELEMENTAIS DO AR


Os Xamãs pedem ajuda ao ar, quando é preciso reaprender a respirar, a viver. O ar auxilia o curador quando alguém precisa muito se dar conta da sua vida (encarnação) e da sua morte (transmutação), do inspirar (ganhar vida) e do expirar (doar vida).

Elementais do ar são os que reinam pelo ar e ventos. São os silfos (sílfides), fadas e hamadríades.

Eles são os mais elevados de todos os elementais, já que seu elemento nativo é o de mais alta taxa vibratória.

Vivem centenas de anos, frequentemente atingem um milênio de idade e nunca parecem envelhecer. O líder dos silfos é chamado Paralda e afirma-se que vive na mais alta montanha da Terra.

Hamadríades: Estes seres do ar estão ligados aos espíritos da natureza, especificamente às árvores, onde fazem a sua morada, permanecendo ligados, desde o nascimento até a morte. Na sua forma natural, irradiam um amarelo-esverdeado, podendo ser percebidos pelo homem, por sua luz delicada e um brilho levemente cintilante.

Fadas: As fadas são uma "espécie" de Devas dos vegetais e estão diretamente ligadas à terra e ao ar. Fisicamente são pequenas e ágeis, irradiando-nos um brilho luminoso esbranquiçado, lembrando-nos um núcleo, um bloco de energia pura. São elementais que têm percepções naturais da sensibilidade e da harmonia da vida. São leves e sutis a ponto de realizarem trabalhos minuciosos, como o de preencher uma flor colocando-lhe as pétalas.

Silfos ou Sílfides: Estes elementais reinam no ar, nos ventos, sendo os que mais se assemelham aos anjos. Têm uma capacidade intelectual sensível, chegando a favorecer o homem na sua imaginação. São reconhecidamente belos, assumindo vários tons de violeta e de rosa. As lendas contam que são os silfos que modelam as nuvens com suas brincadeiras, para embelezar o dia-a-dia do homem na Terra.

ELEMENTAIS DO FOGO


Uma de suas atividades construtivas, no plano físico, é purificar através da incineração de detritos e de corpos humanos, a qual permite o retorno dos respectivos elementos ao Sol, para uma repolarização. A atividade destrutiva do fogo é demonstrada na queima de construções e florestas e também em relâmpagos, na tempestade e no uso de armas de fogo, bombas etc..

"Fogo, meu espírito..."

No Sol, nas estrelas, nas fogueiras ou nas brasas, no nosso coração... sentimos a luz da vida. O fogo é o elemento das transmutações, da transformações. Sua força luminosa indica o caminho que deve ser seguido por aquele que conhece os ensinamentos do Universo.

O fogo é a chama que, acesa dentro de nós, faz brilhar nossa aura e nossos olhos, revelando a força de nosso espírito. Ele conduza cada um à sabedoria interior.

Os Xamãs pedem ajuda ao Avô Fogo, como é chamado pelos índios, quando é hora de trabalhar as mudanças.

O fogo auxilia no processo de limpeza também, o velho cedendo lugar ao novo. A Sauna Sagrada é um dos lugares usados pelos Xamãs, nos processos de cura pelo fogo.

As Salamandras, ou Espíritos do fogo, vivem no éter atenuado e espiritual que é O invisível elemento do fogo. Sem elas, o fogo material não pode existir.
Elas reinam no fogo com o poder de transformar e desencadear tanto emoções positivas quanto negativas. As Salamandras, segundo os especialistas, parecem bolas de fogo que podem atingir até seis metros de altura. Suas expressões, quando percebidas, são rígidas e severas. Dentro de todas as formas energéticas (o fogo, a água e o mineral), estes seres adquirem formas capazes de desenvolver pensamentos e emoções. Esta capacidade derivou do contato direto com o homem e da presença deles em seu cotidiano.

Por tal motivo, as Salamandras desenvolveram forças positivas, capazes de bloquear vibrações negativas ou não produtivas, permitindo um clima de bem estar ao homem.

O homem é incapaz de se comunicar adequadamente com as Salamandras, pois elas reduzem a cinzas tudo aquilo de que se aproximem.



ELEMENTAIS DA TERRA

O elemento da TERRA é vital para a produção de alimentos, afim de que a humanidade possa formar corpos perfeitos, os quais são suas manifestações neste planeta, para as atividades espirituais e cósmicas. Vemos a ação benéfica da terra nas lindas paisagens, na vida dos pássaros, nas flores, nos belos minerais e, naturalmente, na produção dos vegetais. Sua ação destruidora é demonstrada nos desmoronamentos, vulcões em atividade e terremotos.

Gnomos - Considerados os guardiães dos minerais, com a capacidade de perceber e sintonizar o fluxo de crescimento destes minerais (das rochas), propiciando a sua manifestação e evolução, chegando a transformar a rocha em cristal. A teoria baseia-se no princípio das essências elementais. A rocha (essência elétrica comprovada) permitiu a manifestação da essência elemental (suposta) que, impulsionada, gerou o cristal.

Duendes - Seguem o mesmo processo, só que no reino vegetal, onde denominam e atuam, propiciando um ciclo de desenvolvimento adequado. Estão ligados à terra energeticamente e influem no curso natural de uma planta por eles regida.

Os domicílios dos elementais da terra são as matas fechadas, rochas e também as margens das lagoas. Como os seus corpos são feitos de substância etérea fina, eles conseguem atravessar os corpos sólidos, como nós atravessamos o ar.

Geralmente possuem suas moradias dentro da terra, próximas à superfície.

ELEMENTAIS DA ÁGUA:

O elemento da Água está relacionado com o corpo emocional, e de sua depuração resulta a pureza deste corpo. No plano físico, é um grande agente de limpeza e um dos muitos fatores necessários para contrabalançar as condições da atmosfera e da produção agrícola.

Sua atividade destrutiva é demonstrada em enchentes, furacões e afogamentos, nos quais perecem homens e animais. Os elementais das águas são as ondinas, sereias e ninfas (tritons, naiades).

Ondinas - Vivem nos riachos, nas fontes, no orvalho das folhas, sobre as águas e nos musgos; elementais da água, funcionam na essência invisível e espiritual chamada éter úmido. A beleza parece ser uma característica comum dos espíritos da água. Onde quer que as encontremos representadas na arte e na escultura, são sempre cheias de graça e simetria.

Controlando o elemento água - que sempre foi um símbolo feminino – é natural que os espíritos da água sejam com mais freqüência simbolizados como fêmeas. Existem muitos grupos de Ondinas. Algumas habitam cataratas, onde podem ser vistas entre os vapores; algumas, vivem nos riachos, nas fontes, no orvalho das folhas sobre as águas e nos musgos; outras tem o seu habitat nos pântanos, charcos e brejos, entretanto outras, ainda, vivem em claros lagos de montanha. Em geral, quase todas as ondinas se parecem com seres humanos na forma e tamanho, embora aquelas que habitam os rios e fontes tenham proporções menores.

São reconhecidos por terem o poder de retirar das águas a energia suficiente para sua luminosidade, o que permite ao homem, por muitas vezes, percebê-los em forma de um leve "facho de luz".

Sereias - São elementais conhecidos como metade mulher e metade peixe, delicados e sutis, com o poder de encantar e hipnotizar o homem com seu canto.

Ninfas - São elementais que se assemelham às ondinas, porém um pouco menores e de água doce. Apresentam-se geralmente com tons azulados, e, como as ondinas maiores, emitem suas vibrações através de sua luminosidade. A diferença básica entre uma e outra encontra-se na docilidade e beleza das ninfas, que parecem "voar", levitando sobre as águas em um balé singular.

DEVAS

REINO DÉVICO - Compõe-se de seres, consciências e hierarquias de elevado grau de pureza e propicia a manifestação da Vida. Denominado, simbolicamente, “exército do som”, trabalha com vibrações. Seu campo de ação é bastante abrangente, pois vai desde os arquétipos até as formas concretas. De certo ângulo, representa a “consciência do corpo etérico” do Logos. Toda a circulação de energia em um Universo é efetuada e assistida pelos devas.

Como os demais reinos que correspondem à lei da hierarquia, sua estrutura funcional é escalonada e cada patamar encarrega-se de tarefas distintas e complementares: captação e transmissão de Idéias arquetípicas, construção de moldes etéricos para a concretização delas, ajuste permanente do padrão criado ao original, destruição de formas ultrapassadas, entre outras funções. O Reino Angélico é um setor do Reino Dévico.


DEVAS

Os Devas seguem linha evolutiva paralela à humanidade e tem como uma das suas principais tarefas a manipulação das substâncias. Mantém estreita ligação com as forças da Natureza (elementais) e tem condições para isso, pois estão isentos da influência de impulsos retrógrados. Segundo os desígnios das energias criadoras, constroem e destroem imagens, formas e estruturas, plasmam os moldes etéricos – base do que existe no mundo manifestado – e os preenchem; permitem, desse modo, que padrões arquetípicos se exteriorizem.

São essencialmente espíritos construtores e transformadores dos níveis de consciência, podendo, para isso, destruir estruturas ultrapassadas. Não dispõem de corpos físicos densos, e os níveis etéricos são, para eles, as fronteiras de contacto com a vida concreta. Os devas constroem o que é visível, o que constitui a imagem de um conjunto energético. São consciências magnânimas, e só com pureza o homem pode contatá-las. 

Trabalham com a energia de símbolos e arquétipos; não têm mente como a humanidade a conhece e, portanto, seu processo criativo não se baseia em sequências de pensamentos e raciocínios.

Tampouco se submetem ao conceito de tempo: vivem, por inteiro, no eterno presente, nele percebem e desempenham suas tarefas; sua consciência tem a mesma dinâmica do impulso que recebem do Alto e, por isso, estão sempre atualizados. Quando um indivíduo desempenha certas tarefas do Plano Evolutivo, é imprescindível que estabeleça ligações internas corretas com o reino dévico.

Os Devas compõem uma Hierarquia potente, com grande diversidade de escalões. O termo deva costuma ser aplicado a qualquer dos seres desse reino: desde um pequeno ente construtor de moldes etérico-físicos, até grandes arcanjos, que sustentam a vida manifestada de galáxias inteiras. No Ocidente, em geral, chama-se anjo à maioria desses seres; entretanto, os anjos são apenas um setor do reino dévico. Os devas vivem basicamente nos níveis etéricos cósmicos; porém, assumem ampla gama de tarefas, mesmo nos níveis concretos.

Bibliografia:

O Reino dos Devas e dos Espíritos da Natureza - Geofrey Hodson
Dicionário Seres Fantásticos - J. Felipe Alonso








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