domingo, 12 de junho de 2011

Estudo da Aura Humana - Parte IV - Acoplamento Áurico


Definição: Acoplamento áurico: interfusão ou junção temporária das auras energéticas dos veículos de manifestação de duas ou mais consciências.

Sinonímia:
acoplamento energético; fusão consciencial efêmera; interação de consciências; interfusão áurica; interpenetração de duplos etéricos; polaridade oculta; polaridade paranormal; siameses astrais; xifópagos extrafísicos.

Telemagia: A telemagia é a atração ou simpatia existente entre os objetos terrestres e a Terra-Mãe. A gravitação, por exemplo, representa uma forma de telemagia para os cientistas da Física.

Patemia: A patemia, outra forma de telemagia, constitui a relação emocional entre as coisas, caracterizada pela: simpatia ou atração - a participação nas emoções alheias; a apatia, propriamente dita, a indiferença ou neutralidade, insensibilidade às causas que, habitualmente, provocam emoções; e a antipatia ou repulsão, o sentimento de desafeição que chega até ao franco antagonismo.

Empatia: Partindo da patemia, chega-se ao conceito de empatia, intropatia, espécie de comunhão afetiva pela qual dois seres se identificam, um com o outro de tal forma, que chegam a ter os mesmos sentimentos, relacionada com o rapport, a relação mútua entre duas ou mais pessoas em que cada uma é capaz de responder, imediata e espontaneamente, às demais; a implastia e outros fenômenos conhecidos como: a exteriorização de energia (01, capo 251); a exteriorização da sensibilidade (V, capo 50); a repercussão física (V, capo 333); a zootropia (V, cap. 282); as estigmatizações; o processo de ligação entre o corpo mental e o paracérebro do psicossoma através do cordão de ouro etc.

Estados: Além da empatia, assinala-se a existência da mimpatia, o estado emocional da mente do intelectual enquanto está criando; da cosmopatia, a detecção dos influxos da emoção cósmica; e os tropismos e tatismos entre criações inanimadas e também entre criações animadas.

Máquinas: Existem as atrações e repulsões constatadas entre os homens (e mulheres) e as máquinas, ou seja, a relação homem-máquina. É bem conhecido o fato de as indústrias de filmes fotográficos e outros não permitirem que certos funcionários processem suas películas porque tais pessoas as danificam tão-somente com a irradiação bioenergética de sua presença física. Também acontece que determinadas criaturas não conseguem trabalhar em outras firmas especializadas porque provocam estática no rádio, interferem nos filmes de televisão, ou fazem os telefones dispararem sem razão aparente.

Consanguíneas: As reencarnações consanguíneas (V. capo 436) podem predispor os fenômenos do acoplamento áurico entre os indivíduos, particularmente mãe e filha, pai e filho, etc.

Polaridade: Dentro da polaridade paranormal, uma posição atua em oposição a outra. Se há o lado da perturbação, existe, também, o lado da construtividade - seja o dirigente, ativo, e o dirigido, receptivo.

Intercâmbio: Todas as ocorrências referidas evidenciam o processo sutil que torna possível o intercâmbio de emoções, ou seja, das reações afetivas de grande intensidade, dependentes de centros diencefálicos e comportando, normalmente, manifestações de ordem vegetativa. Dentre as emoções básicas se incluem: a alegria, o desgosto (dor), o medo, a cólera, o amor, a repugnância, etc. De tais emoções sobrevêm outras condições conscienciais, tais como: a atração, a compatibilidade, a concórdia, a harmonia, a compaixão, a união, a integração entre duas ou mais entidades, o que ocorre intensamente no estado do acoplamento áurico.

Operações: A consciência humana, individualizada, não se submete às quatro operações aritméticas: não se divide, conforme se observa nas sensações dos fenômenos da dupla consciência (V. capo 211); não se multiplica, de acordo com as manifestações do atributo da multiplicidade do psicossoma (V. capo 268); não sofre subtração, segundo a evolução contínua do ego, pois não volta atrás, podendo, no entanto, estacionar; e nem se soma com outras, não existindo, a rigor, na prática, além das expressões do romantismo, as chamadas almas gêmeas; nem, aparentemente, ocorrem fusões conscienciais. Não obstante tudo isso, pode ocorrer o fenômeno temporário do acoplamento áurico.

Tipos: Segundo a teoria que visa a pesquisa, os acoplamentos áuricos mais comuns são de pares de consciências, mas podem existir os acoplamentos áuricos com trios de consciências (inclusive trigêmeos), e os acoplamentos áuricos de grupos de consciências, ou campos de consciências. O acoplamento áurico apresenta contágios energéticos, e simples dupla áurica pode-se ampliar, até formar um grupo áurico - ou consciência unificada - com profunda interação psíquica, em que as aptidões paranormais isoladas se reforçam umas às outras. Esta interação não é fácil, embora seja exequível.

Classificação

Os acoplamentos áuricos podem ser classificados, de modo geral, em fisiológicos e patológicos:


Fisiológicos: Os acoplamentos áuricos fisiológicos naturais abrangem várias categorias de duplas ou mais seres, tais como almas irmãs ou pessoas profundamente amigas; casal de apaixonados física e extrafisicamente; doador-receptor de energia terapêutica (por exemplo, transmissão de passes energéticos); emissor-receptor de mensagem telepática; esposo-esposa; gêmeos uniovulares ou univitelinos, monocoriônicos, e monoamnióticos; gestante-feto ou fetos; líder-liderado, seja dupla de políticos ou dupla de religiosos; mãe-filhos; médium-mentor espiritual; médium psicofônico-comunicante; mestre extrafísico-discípulo; pai-filho; professor-pupilo; médico-paciente; profeta-intérprete; projetor-amparador; galinha-pintinhos; certas crias (filhotes); etc.

Patológicos: Os acoplamentos áuricos patológicos mais freqüentes são: dupla obsediado-obsessor; simbioses animais; trio gestante-obsediado-obsessor; etc. Pode ser, também, um grupo de enfermos: manifestações de convulsionários; histerias coletivas; pessoas amotinadas; multidão num quebra-quebra; etc

Patologia: Os acoplamentos áuricos compostos com número superior a três consciências, em geral, tendem a se tomar doentios ou patológicos. Eis porque Jesus de Nazaré prometeu estar presente num grupo de duas ou três pessoas reunidas em seu nome e não no meio de qualquer multidão. A transmissão energética mais eficaz será sempre aura humana-a-aura humana, ou mais apropriadamente, a doação energética chacra-a-chacra.

Multidão: O homem, considerado como consciência individualizada, quando membro da multidão, perde sua identidade pessoal, a capacidade de raciocinar logicamente, a escolha moral, e o senso de responsabilidade individual e coletiva. A sugestionabilidade, a excitabilidade e a intoxicação energética de massa fazem com que o homem, membro da multidão, deixe de ter opinião ou vontade própria, ficando sujeito a ataques súbitos e violentos de ira, entusiasmo e pânico, e se tome capaz de perpetrar os atos de violência mais monstruosos e gratuitos contra os outros, e até contra si mesmo. Os indivíduos, por isso, em meio à multidão - embriagados sem terem ingerido qualquer bebida - são piores, sob todos os aspectos.

Exceção: Parece que as únicas exceções existentes quanto aos acoplamentos áuricos de mais de três consciências são aqueles referentes à gestação e ao nascimento humanos de quádruplos, quíntuplos, sêxtuplos, etc., sadios. Talvez isso ocorra porque as consciências, nesses casos, estão sob a atuação mais rigorosa do restringimento físico pronunciado da vida fetal (por exemplo: a aura fetal é menor), e a influência poderosa do ego e dos veículos de manifestação da consciência - inclusive, logicamente, o corpo humano - da gestante.

Interações: Além dos acoplamentos áuricos referidos, existem quatro interações específicas com a natureza, numa escala decrescente:

1. As comunicações interorganísmicas, ou a chamada consciência primária.

2. A consciência humana com o animal de estimação,

3. O fenômeno da pessoa de mão boa (dedo verde) e a planta zelosamente cuidada.

4. As interações da consciência com os corpos inanimados como, por exemplo, o objeto de estimação ou de uso pessoal, o instrumento individual e o seu proprietário: técnico aparelho eletrônico; virtuose-violino; automóvel-motorista proprietário; avião-piloto proprietário; barco-pescador proprietário; etc.

Fenômeno: A ocorrência do acoplamento áurico ainda atua na predisposição de uma série de fenômenos substancialmente afins, que precisam ser mais pesquisados, tais como: a paracirurgia feita indiretamente por uma interposta pessoa posicionada entre o paracirurgião e o paciente (V. capo 417); a viagem de carona relativamente às drogas (V. capo 420); a ocorrência da contagiosidade projetiva (V. capo 422); a técnica do passe a três (V. capo 314); etc.

Efêmeros: O acoplamento áurico, ainda que efêmero, sempre ocorre entre: os dois parceiros na união sexual; no transe mediúnico; no transe hipnótico; etc.

Rituais: Nas reuniões místicas de seitas e nos rituais religiosos sincréticos, as orações em voz alta, a formação de correntes, as músicas, os cantos (mantras), o apoio nos hinos, os bailados conjuntos, a cadência dos maracás, etc., visam instalar a sustentação energética de todos os presentes, harmonizando-os com estas e outras muletas psicofisiológicas, num só fluxo de energia, ou seja, criando o acoplamento áurico com todos os participantes.

Esferas: Em muitas ocorrências de acoplamentos áuricos entram em ação as influências da esfera extrafísica de energia (V. capo 236) de cada consciência encarnada envolvida.

Projeções: As projeções da consciência facultam, pouco a pouco, à consciência encarnada constatar, extrafísica e diretamente, e até fazer uso da realidade das afinidades e das antipatias, às vezes profundamente chocantes, dos acoplamentos áuricos entre as criaturas.

Fonte: Livro Projeciologia - Waldo Vieira

Próxima parte : Acoplamento Áurico - continuação

Bibliografia:

Alverga (Livro das Mirações, p. 187), Castaneda (O presente da águia, p. 109), Hope (Práticas de autodefesas psiquicas, p. 8), Huxley

(Moksha, p. 155), Moss (The body electric, p. 188), Vieira (Diário experiencias fora do corpo, p. 158), Walker (O homem e os planos astrais (i, p. 7), White (Energias Vivas (ingles)1829, p. 319), Yogananda (Autobiografia de um Yogue, p. 198).

Fonte: Vieira, Waldo (Projeciologia), ítem 307, página 450, 1ª Edição, 1986


http://www.espiritualismo.info/







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