sábado, 28 de maio de 2011

Conhecendo os chacras - Parte XI - Fluxo Energético Humano e suas contradições


OS CHAKRAS,

as Nadis e a Kundalini

Entenda como funciona o fluxo energético humano.

A diferença entre o sistema hindu e o de Leadbeater.
Dr. Élzio Ferreira de Souza

Fonte: Reportagem da Revista Caminhos Espiritual - Editora Minuano nº1




Estabelecida a pluralidade dos corpos sutis de manifestação do espírito, verificamos que esses corpos são dotados de centros de forças, com funções distintas, quer no que se refere à transferência de energias ligada ao plano físico, quer no que se refere ao desenvolvimento espiritual. Eles são denominados de chakras (rodas). André Luiz denomina-os de centro de força, centros perispíritos, centro vitais. Estudando-os psicologicamente, Jung afirmou tratar-se de verdadeiros centros de consciência.

Leadbeater (1974) estuda os centros de força do duplo etérico, enquanto André Luiz refere-se aos chakras do corpo astral. Hiroshi Motoyama, no Livro Teoria dos Chacras, também opina no sentido de que algumas diferenças na percepção espiritual dos chacras entre Leadbeater e Satyananda Sarawati devem ter ocorrido por terem percebidos corpos sutis distintos.
Ainda que toda a literatura clássica do hinduísmo refira-se aos chakras, encontramos autores que lhe negam a realidade. Gopi Krishna, por exemplo, sustenta que, em sua fantástica experiência de despertamento da Kundalini, não se deparou com os chakras. Mas vamos ver o que diz Gopi Krishna, por exemplo, quando relata que viu brilhantes centros nervosos que sustentam discos luminosos girando, discos luminosos nas junções nervosas ao longo da espinha dorsal. Então, quando ele diz que não encontrou os chakras, quis dizer da forma descrita pelas escrituras hindus, em que cada um deles é descrita de forma simbólica, como contendo em seu interior formas geométrica (Yantra) simbolismos, letras em sânscrito, etc.

Sivananda descreve que as letras existem nas pétalas de forma latente e podem se manifestar numa concentração. Motoyama afirma que: "Em nossas experiências tem surgido, algumas vezes, letras sânscritas, sem que os videntes tenham conhecimento do assunto".

NADIS:

Existe nos corpos espirituais uma série de filamentos formando uma rede, à semelhança do sistema nervoso. Denominam-se Nadis (canais, vasos, veias, artérias e também nervos); são condutoras de energia e existem aos milhares. Equivalem, no plano astral, à rede nervosa espalhada pelo organismo. Seu número, no entanto, é incerto, porque nem as escrituras hindus certificam um número exato. Porém, alguns desses canais merecem destaque: Sushuma, Ida, Pingala, Gandhari, Hastajihv, Kuhu, Sarasvati, Pusha, Sankhini, Payaswini, Varuni, Alambhusha, Vishvodhara, Yashavini.

Sushumna, Ida, Pingala são as três NADIS mais importantes. Sushuma corre ao centro na localização da coluna vertebral, enquanto que Ida corre ao lado esquerdo e a Pingala ao lado direito. Motoyama afirma que esses dois ultimos se erguem em linha reta ao lado do primeiro. O livro clássico Shiva Svarodaya, no sutra 34, faz referência a duas artérias que correm enviesadas (serpenteando em zigue-zague). Grupos de videntes relatam o entrecruzamento das nadis (ida e pingala), como mostra o símbolo do caduceu do Deus Mercúrio. Sushuma, Ida e Pingala são energias da Kundalini (Kundalî).

Motoyama diz ser as NADIS os mesmos meridianos da acupuntura chinesa. Já Richard Gerber, ao contrário, distingue entre NADIS e MERIDIANOS: "Os nadis são constituídos de delgados filamentos de matéria energética sutil. Já os meridianos tem uma contra-parte física no sistema de dutos meridianos".

PRANA E KUNDALINI

A energia que corre pelas NADIS é denominada de prana em sentido amplo. A literatura Hindu costuma reconhecer cinco espécies de prana, que são: Prana, samana, apana, udana e vyana. Mas existe uma energia que corre por dentro de Sushumna, que estaria ligada ao processo de evolução espiritual (de acordo com os Yoguis, pela Brama Nadi, que se encontra encapsulada por essa); essa energia é chamada de Kundalini.

FUNÇÕES DOS CHAKRAS

Os Chakras desempenham a função de condensadores de energia e de transferidores de energia. Satyananda Saraswati destaca essa função dos chakras ensinando a respeito: "Além de trabalhar como centros de controle, trabalham como centros de permuta entre as dimensões físicas, astral e causal. É através dos chakras que as energias sutis das dimensões Causais, astrais podem ser transformadas para a dimensão física".  Exemplo disso são os yoguis que se deixam enterrar vivo; no caso, eles conservam suas vidas através da ativação do chakra Laríngeo (Vishuddhi), que controla a fome e a sede. Os chakras podem operar a conversão de energia física em energia sutil, bem como energia mental dentro da dimensão física. Os chakras funcionam como centros de transferência e conversão de energias entre duas dimensões vizinhas e como conversor de energia entre o corpo físico e mente. A ativação e o despertar integral dos chakras permitiriam o conhecimento e a entrada em dimensões mais altas, conferindo o poder para dar vida às mais baixas dimensões. Essa conversão de energia é também destacada por Vivekananda.

O homem tende a lançar a energia sexual, originária da ação animal, para o cérebro, a fim de armazená-la ali em forma de energia espiritual (Oja). Todo pensamento se converte, toda emoção se converge para a espiritualidade, por menor que seja. Esse é um principio primordial da evolução: a energia circulante num ser tem um caminho que serve até para uma pessoa que está em coma subir lentamente os degraus da sua escada evolutiva. Os chakras, além de centros energéticos, são centros de consciência. O cérebro não é somente ele o centro da consciência; pela filosofia yogui existem mais dois centros cerebrais. Os chakras são penetrados por energias sutis e cada um desses pontos torna-se sede da consciência, sede da alma. Na visão psicológica de Carl Gustav Jung, em seus Fundamentos de Psicologia Analítica, o centro da consciência sofreu alterações no decorrer do tempo na história da humanidade, chamando atenção que, ainda hoje, índios Pueblos situam o coração como centro da consciência. Na tribo Xhosa, África do Sul, o indio Mongezi Tiso, fala: "Os brancos pensam que o corpo todo é controlado pelo cérebro. Temos uma palavra: Umbelini (os intestinos), estes é que controlam o corpo".

Allan Kardec no Livros dos Espíritos, na questão 146, fala o seguinte:

146 - Tem a alma uma sede determinada no corpo, mais ou menos circunscrita?

"Não; contudo é costume dizer que ela se situa mais particularmente na cabeça, em se tratando dos grandes gênios e daqueles que usam intensivamente o pensamento, e no coração daqueles que amam a humanidade, dedicando-lhe, abnegadamente, todas as suas ações."

- Que se deve pensar da opinião daqueles que situam a alma num determinado centro vital?

"Naturalmente, que o espírito se encontra, de preferência, na parte do organismo referida pelo que assim pensa, um ponto ao qual dirige todas as suas sensações. Os que colocam naquilo que consideram centro de vitalidade, confundem-na com fluído vital. Todavia, é lícito dizer que a sede da alma se acha mais especificamente nos órgãos destinados às manifestações intelectuais e morais."

Do mesmo modo que os plexos são formadas pela concentração da rede nervosa, os chakras, ou os centros de forças, o são pela concentração das nadis. A Mundaka Upanishad define chakra como local onde "as nadis se encontram como os raios num cubo cônico, como uma roda de carruagem".

Segundo Michel Coquet, os chakras maiores seriam o resultado da junção de 21 nadis, os médios de 14 nadis e os pequenos de 7 nadis. Para Michel, a disposição das nadis estariam relacionadas com as pétalas de cada chakra.

Em geral, costuma-se fazer referência a sete chakras, mas não são únicos. Estes, no entanto, se destacam porque estão relacionados com o desenvolvimento espiritual, e cada um deles está relacionado com uma determinada glândula do corpo físico. No entanto, existem muitos outros, inclusive abaixo da coluna vertebral, como o situado na planta dos pés (atala), no dorso dos pés (vitala), na articulação do pé com a perna (nitala), no joelho (sutala), na parte inferior da coxa (mahatala), parte média da coxa (talatala) e na parte superior da coxa (rasatala).

Além desses, temos que destacar os chakras mesentérico (esplênico ou baço), em geral omitidos pela literatura Hindu. Esse chakra, apesar de sua importância para a saúde e sistema imunológico, não tem função especial com o sistema evolutivo espiritual, e não está ligado a uma glândula, por isso omitido naquelas escrituras. Leadbeater refere-se a existência de um segundo chakra na altura do coração, abaixo do cardíaco. Aurobiando nega-o, dizendo que não existem dois Lótus no local, mas reconhece que o centro é sede de dois poderes. Na frente, o mais vital, mais alto ou ser emocional, atrás e escondido, o ser psíquico da alma.

Na literatura proveniente do mundo espiritual, o espírito White Eagle, guia espiritual da famosa médium Grace Cooke, enumera sete chakras principais, incluindo o esplênico, omitindo, porém, o centro básico como centro independente, indicando, porém, o sacro, a quem denomina de genial ou Kundalini. André Luiz segue o mesmo roteiro: não menciona o chakra fundamental e inclui o esplênico, e ao frontal denomina-o de cerebral. Não se segue disso que esses espíritos neguem a existência do chakra básico; eles o devem encarar como o formando um sistema juntamente com o genital, que lhe fica logo acima. Esta ligação é tão profunda que, muitas vezes, indica o básico como responsável pelos impulsos sexuais, enquanto que os impulsos do ódio, medo, ira e violência são relacionados ao genital. Satyananda Sarawasti também relaciona o chakra básico com o sexo, considerando o genêsico como o "lar do inconsciente".

Leadbeater ao descrever o chakra, compara-o ao pecíolo de uma flor que brotasse de um pendúculo, de modo que a coluna vertebral assemelhar-se-ia a um talo central do qual as flores com suas corolas brotassem.

Descreveu Leadbeater, ainda, a existência de uma tela etérica entre os chakras etéricos e os astrais correspondentes, com a função de evitar uma "prematura comunicação entre os Planos", que poderia ser prejudicial, permitindo a influência de entidades obsessoras.

Sentido circular dos Chakras:

Shalila Sharamon e Bodo J. Baginski indicam diferentes movimentos (Horário e anti-horário) para os chakras, variando de acordo com o chakra e o sexo.

Sharamon e Bajinski escreveram, em seguida, que "o movimento circular dessas rodas faz a energia ser atraída para o interior dos chakras. Quando a rotação é ao contrário, a energia é irradiada pelos chakras", o que parece desdizer a descriminação do movimento por sexo, pois decorreria disso que existiriam sempre chakras atraindo energias e outros que a irradiariam permanentemente. Essas diferenciações nunca foram notadas nas observações feitas. Às vezes, o chakra inicia uma rotação anti-horário e depois passa a girar no sentido horário. No entanto, recolhemos de Karangulla e Van Kunz a observação feita pela segunda, de que o chakra sagrado é o único centro em que a direção do movimento é diferente no homem e na mulher: O feminino movimenta-se em sentido anti-horário.

Cores dos Chakras:

Muitos autores referem-se a cores fixas para cada um dos chakras. Nas observações feitas pelo grupo, constatou-se que as cores variam, dependendo, inclusive, do indivíduo que está sendo observado encarnado ou desencarnado. Por isso, as cores apresentadas por aqueles não conferem entre si nem com as escrituras clássicas.

Em geral, os autores limitam-se a repetir o número exato das pétalas (ou pás) dos chakras, conforme os registros existentes na literatura hindu. A questão dos chakras é muito complexa e abrangente e, com certeza, o pesquisador que desejar se aprofundar no tema, deverá pesquisar em várias fontes, de diferentes doutrinas.

Sistema Leadbeater                                                   


Sistema Hindu



Fonte: Reportagem da Revista Caminhos Espiritual - Editora Minuano nº1
    
Diferenças na visão sobre os chakras

Parece haver muitas diferenças em que as propriedades são atribuídas aos chakras por vários autores. Os nomes dos chakras diferem muito também.

Os nomes dos Chakras

O segundo chakra, aqui chamado de Chakra Sacral, é chamado, às vezes, de Chakra do Baço. Esta prática parece originar no livro de C.W. Leadbeater "The Chakras" (que era o primeiro livro para introduzir os chakras no oeste). Entretanto, Leadbeater é completamente explícito que o chakra Sacral (o chakra indiano de Svadhisthana) é diferente do chakra do baço. Ele considera que abrindo o chakra Sacral pode ser desastroso.

A descrição de Leadbeater do chakra do baço carrega alguma semelhança às funções do baço de Medicina Chinesa (que pertence ao meridiano do Baço). Supõe-se para tratar da energia transportando durante todo o corpo. Não parece ter qualquer coisa na terra comum com o Baço do medicina ocidental, que purifica o sangue, porém Leadbeater situa o Chakra do Baço no baço. Assim, deve-se concluir que está incorreto chamar o Chakra Sacral de "Chakra do Baço".

As funções do terceiro chakra, o Chakra Umbigo, são relacionadas próximas às funções do Fígado e Vesícula Biliar da Medicina Chinesa. Muitos povos vieram a chamá-lo o Chakra Solar Plexus. A função do plexus solar é distribuir sinais nervosos apenas.

A posição deste chakra está, não no plexus solar, mas, também, não no Umbigo. Está em algum lugar dentro no meio, e não na parte dianteira do corpo, perto da espinha. Aqui, o chakra conhecido como Umbigo é preferido, porque é mais neutro do que o Chakra do Plexus Solar, e não sugere uma função que não esteja neste chakra.

Pode ser que a pessoa goste do nome "O Chakra do Plexus Solar", como ele sugira a cor associada para este chakra, sendo amarelo.

Funções dos Chakras

Particularmente, o chakra da coroa parece ser sujeito a idealizar-se por várias fontes. Supõe-se deixar somente na energia positiva, para ajudar a um que sabe o desconhecido, e para trazer um, em um estado do bliss. Isto parece ignorar que pode haver uns aspectos negativos sobre este chakra (Ex.: quando está em um estado excessivo).

O bliss não é realmente um estado, ele é uma reação emocional. Eu duvido que esse estado seja o resultado de apenas um chakra que está sendo aberto; é muito mais provável que um estado equilibrado e aberto de todos os chakras resultaria nos sentimentos do bliss.

Localização dos Chakras

Há algumas diferenças onde cada chakra é supostamente ser localizado. As diferenças estão onde níveis no corpo são supostos ser e se estão na parte dianteira ou na parte traseira do corpo.

Os chakras são frequentemente situados na parte dianteira do corpo, particularmente em muitos retratos bonitos, porém, só às vezes na espinha. Os autores que os situam na parte dianteira, ou em algum outro lugar no corpo, frequentemente descrevem uma conexão com a espinha. Quase todos parecem concordar que os chakras enganam na metade do corpo (contudo há algumas exceções).

O primeiro Chakra é por muitos autores situado entre o ânus e as genitais. Mas há também aqueles que o localizam ao final da espinha (Ex.: Leadbeater).

O segundo chakra é geralmente localizado no osso Sacral, perto das genitais. Como discutido antes, alguns o confundem o Chakra do Baço (que não é o Sistema Indiano dos chakras) que é situado no baço (a costela inferior à esquerda do meio).

A localização do terceiro chakra se difere com cada autor, ou pelo menos é o que parece. Alguns localizam esse sobre metade da largura da mão abaixo do Chakra Umbigo, dentro do corpo. Esté é o mesmo tópico de Dan Tien sobre Medicina chinesa e artes marciais, portanto, aqui, parece que se supõe que estes centros de duas energias são a mesma coisa. Outros o localizam na parte de trás do corpo, ligeiramente acima do Umbigo. Então, muitos pensam que está situado no Plexus Solar, que é justo sob o osso do peito, dois dedos acima do Umbigo, na parte dianteira do corpo.

No site kundaliniyoga é proposto que há dois chakras aqui. O Chakra Sacral tendo as propriedades clássicas, localizado abaixo do Umbigo, e o Chakra do Plexus Solar.

O Chakra do Coração é o mais considerado para ser localizado no centro da Caixa Toráxica; contudo, Leadbeater situa-o na frente do coração, à esquerda do meio.

Muitos autores concordam sobre a localização dos outros dois Chakras, o da Garganta e o Terceiro Olho. O Chakra da Garganta é a base da garganta em si, e o Terceiro Olho entre as sobrancelhas.

O Chakra da Coroa é considerado por muitos sendo o ponto mais alto da cabeça; outros o consideram ser acima da cabeça, não no corpo em si.

O que fazer com estas diferenças?

A pergunta é se essas diferenças importam.

As diferenças em nomear parecem ser o menor dos problemas, embora estes pareçam pertencer também à posições diferentes.

Contudo, as diferenças nas localizações, à primeira vista, não parecem ter tanta importância, este não é o caso. Muitas técnicas para abrir os chakras dependem da concentração no ponto onde o chakra é situado. Tanta concentração no ponto errado faz as técnicas serem menos efetivas. As posições são sabidas quanto mais exatamente, melhor.

Seria bom se fosse bem claro quais funções os chakras têm. Mas, desafortunadamente, há algumas diferenças em opinião. Conhecimento como este tem que vir da observação das pessoas ou de si mesmo.

Fonte: http://www.eclecticenergies.com/

e

http://www.espiritualismo.info/







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